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Paralisação do metrô é adiada para a próxima quarta-feira (8)

Categoria renegocia propostas com o Governo de SP em audiência

Por Redação VEJA São Paulo 1 jul 2020, 12h29

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo adiou a decisão sobre a paralisação do serviço do Metrô na capital paulista para a próxima quarta-feira (8). Em assembleia online na terça-feira (30), a maioria optou por postergar a greve que estava marcada para começar hoje, dia 1º.

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A categoria apresentou contraproposta à Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) em audiência por chamada de vídeos às 10h, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2).

O coordenador do sindicato, Wagner Fajardo, disse por meio de live que irá propor, no lugar da greve, a não cobrança de tarifas. “Queremos negociar. […] Se o governo não quiser a greve, que mantenha nossos direitos. Queremos garantir o transporte para os trabalhadores, por isso vamos propor a liberação das catracas para todos. Que as catracas fiquem abertas. Os metroviários vão estar lá para garantir a movimentação.”

Os metroviários alegam que o governo de SP está tentando “retirar direitos”, como redução do porcentual de pagamento sobre horas extras de 100% para 50%, diminuição do adicional noturno de 50% para 20%, além da extinção de outras gratificações.

O Metrô informou que enfrenta queda acima de 70% na receita e citou as reduções de salário implementadas na iniciativa privada. A companhia diz que propõe a manutenção integral dos salários e do emprego de todos os funcionários e que os benefícios são “bem mais altos que a média do mercado”.

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