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Cardeal pede que ninguém deixe de ir à Catedral da Sé após tiroteio

"Nossos vigilantes perceberam conflito entre um homem e uma mulher dentro da igreja, mas ninguém podia imaginar essa violência", disse Dom Odilo Scherer

Por Estadão Conteúdo
5 set 2015, 22h19 • Atualizado em 1 jun 2017, 16h38
Catedral da Sé
Catedral da Sé (Oslain Brito/)
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  • Depois de rezar com os fiéis por Francisco Erasmo de Lima e Luiz Antônio da Silva, que morreram na sexta-feira no tiroteio à porta da Catedral da Sé, o cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, pediu hoje que ninguém deixe de ir à igreja por medo da violência, “porque fatos como esse podem ocorrer em qualquer lugar”.

    “As pessoas podem ser levadas a ligar a violência da região da Praça da Sé à Catedral, mas isso não seria correto, pois o interior do templo é um lugar tranquilo e conta com uma vigilância atenta para proteger seus frequentadores”, disse o cardeal ao jornal O Estado de S. Paulo. “As nossas portas continuarão abertas para todos aqueles que vêm aqui em busca de misericórdia e perdão”, prometeu.

    Capa 2288 - Odilo Scherer
    Capa 2288 – Odilo Scherer ()

    Os moradores de rua são a presença mais constante no local, informou o cardeal. “Eles vêm para rezar, descansar e até mesmo para tirar uma soneca”, observou. Frequentemente, são convidados para celebrações feitas especialmente para eles. “O Reino de Deus é a boa nova para os pobres e a frequentação do templo deve manifestar isso”, acrescentou. Dom Odilo adiantou que, para evitar a repetição desse tipo de incidente, a Arquidiocese poderá propor uma vigilância mais qualificada em toda a Praça da Sé. “Existe um esquema de segurança, por parte das autoridades, mas sempre é possível melhorar”, advertiu.

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    “Nossos vigilantes estiveram atentos e perceberam uma situação de conflito entre um homem e uma mulher dentro da igreja, mas ninguém podia imaginar que a mulher fosse, em seguida, sofrer violência na escadaria”, disse. Ele fez questão de ressaltar que o crime não ocorreu no interior do templo, mas fora dele.

    Acompanhado de um de seus bispos auxiliares, Dom José Roberto Fortes Palau, e de onze padres no altar, Dom Odilo celebrou a missa para uma assistência de mais de mil pessoas. Neste sábado (5) se comemora o aniversário da Dedicação da Catedral a Nossa Senhora da Assunção, data que atraiu mais gente do que de costume.

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