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Número de ciclistas mortos no trânsito de SP triplica no começo de 2019

Relatório do governo aponta que, de janeiro a março, dezesseis pessoas perderam a vida andando de bicicleta na cidade; em 2018, foram cinco

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 24 abr 2019, 15h11 - Publicado em 24 abr 2019, 09h22

O número de ciclistas mortos no trânsito da cidade de São Paulo aumentou três vezes no primeiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado.

As informações constam no último relatório produzido Infosiga, base de dados do governo estadual, e que foi divulgado na segunda-feira (22). Segundo esse levantamento, dezesseis ciclistas morreram em acidentes de trânsito entre janeiro e março de 2019. Nos três primeiros meses de 2018, foram cinco.

Os ciclistas mortos neste ano representam 7% do total de pessoas que perderam suas vidas no trânsito da capital no começo de 2019. Até março, o Infosiga computou um total de 208 óbitos, seis a mais em relação aos primeiros três meses de 2018.

A Companhia de Engenharia de Tráfego, administrada pela Prefeitura de São Paulo, informa que usa esses dados para “definir medidas de ocorrências graves e mortes no trânsito”. O órgão comunica que já revitalizou a pintura de 10,3 quilômetros ciclovias e prevê a construção de mais vias exclusivas para bikes. “O Plano Cicloviário prevê 173,35 quilômetros de novas ciclovias/ciclofaixas e a requalificação de 310,60 quilômetros da malha existente, com verba destinada de R$ 325,7 milhões em investimentos para o biênio 2019/2020”, diz a CET em nota.

Responsável pelo Infosiga, o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, programa do governo estadual, assinala que a ferramenta serve para orientar as prefeituras a “implementar ações efetivas para evitar acidentes no trânsito”.

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