As novidades do mercado de educação na capital

Há aulas dos ensinos fundamental e médio inspiradas em fenômenos da cultura pop e professores que fazem sucesso em videoaulas no YouTube

Salas de aula dotadas de recursos tecnológicos tornaram-se frequentes em colégios privados da capital. Hoje em dia, é comum encontrar crianças diante de lousas digitais ou com iPads. As novas ferramentas e as consequentes mudanças da sociedade passaram a ter influência sobre o próprio formato das classes.

Assim, não só os equipamentos mas também produtos da cultura pop, como a série de TV C.S.I. e o game League of Legends, foram introduzidos nos ensinos fundamental e médio para explicar conceitos de biologia, física e química. Infelizmente, com exceção de algumas ilhas de excelência como a USP e as escolas- modelo, esses avanços ainda não chegaram à rede pública.

Outros fenômenos atuais são o sucesso de professores que ministram video-aulas pelo YouTube e os aplicativos de celular criados por escolas de idiomas para que os usuários aprimorem seu inglês. As maiores universidades do estado entraram na onda e, para atender às exigências do mercado de trabalho, atualizaram a grade de cursos de graduação.

No que diz respeito a especializações, há aumento na procura de brasileiros por cursos no exterior, o que inclui programas de MBA e pós-graduação em instituições prestigiadas como Harvard e Colúmbia. Confira, nas próximas páginas, uma seleção de trinta novidades e tendências que estão transformando a área de educação.

COLÉGIOS NA VANGUARDA 

Em tempo de celulares, iPads e toda ordem de aplicativos, ficou ainda mais difícil atrair a atenção dos estudantes em sala. Com a intenção de inovar no conteúdo, professores têm apostado em atividades diferenciadas para abrilhantar o beabá comum de português, matemática, física e outras disciplinas.

Entram no jogo tarefas como desvendar um crime ou pôr a mão na massa com os conceitos da culinária molecular. “Os métodos de ensino se tornaram mais plurais nos últimos anos”, diz o professor Rogério de Almeida, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

C.S.I

Não estranhe ao deparar com um corpo estirado no chão do Bandeirantes, na Vila Mariana. Desde 2013 a escola ministra a atividade Band Forense, inspirada na série C.S.I.: Investigação Criminal. Nela, turmas do 9º ano aplicam conceitos de física, química e biologia para desvendar um assassinato. “Os alunos usam luminol para encontrar traços de sangue e identificam seu tipo”, exemplifica a professora Cristiana Assumpção. Recentemente, eles passaram a realizar análises de DNA com equipamento similar ao de laboratórios de perícia. Colégio Bandeirantes. Mensalidade: 3 482 reais.

League of Legends

Para atender ao pedido de um aluno, o CPV, no Morumbi, criou neste ano uma aula de eSports. Trata-se de uma disciplina de ensino fundamental direcionada ao treino do popular game virtual de estratégia League of Legends. “O jogo exige decisões rápidas e aprimora o trabalho em equipe, da mesma forma que outras modalidades, como vôlei ou futebol”, explica a professora Nicole Santana. Na onda do novo curso, alunos do ensino médio fundaram uma equipe para concorrer em campeonatos do tipo e passaram a treinar duas vezes por semana no laboratório de informática. Colégio CPV. Mensalidade: 2 991 reais.

Cozinha Molecular 

Laboratório na Móbile: suco de manga e leite de coco viram ovo fake (Ricardo D'angelo/Veja SP)

Não bastasse receber noções da complexa gastronomia molecular, alunos do 6º ano da Móbile, em Santo Amaro, desvendam os segredos dessa culinária em inglês. Ali, eles aprendem técnicas como encapsular suco concentrado de manga e gelatinizar leite de coco para criar uma espécie de
ovo de galinha fake. O objetivo é reforçar os conteúdos da disciplina de ciências. “São aulas ativas, que levam as crianças a refletir mais sobre os conceitos”, afirma a diretora do ensino fundamental, Cleuza Vilas Boas. Escola Móbile. Mensalidade: 3 400 reais.

Realidade Aumentada 

Graças ao game Pokémon Go (aquele de capturar monstrinhos pela cidade), a tecnologia de realidade aumentada teve muita visibilidade no ano passado. No Objetivo, o negócio é levado a sério desde 2015 e ajuda professores de várias disciplinas. Os estudantes são apresentados a letras animadas, a detalhes do corpo humano e a animais que ganham vida, entre outras aplicações práticas. Colégio Objetivo. Mensalidade: a partir de 2 106 reais.

Bolsa de Valores 

Aprender a investir no mercado de ações é tarefa difícil para muito marmanjo. Pois esse é o tema de uma das aulas extracurriculares mais concorridas do Dante Alighieri, nos Jardins. Criada no começo do ano, a disciplina mostra a alunos do ensino médio como abrir uma conta e prever tendências. O sucesso foi tanto que ela deve passar a integrar o currículo fixo em 2018. Colégio Dante Alighieri. Mensalidade: 3 205 reais.

Criação de Jogos

Novidade do ensino fundamental do Visconde de Porto Seguro desde 2016, a aula de desenvolvimento de games auxilia tanto na concepção de jogos de tabuleiro como na programação de versões virtuais. “Elas aprendem design, roteiro e produção”, explica a professora Joice Lopes. Por ali, as crianças criam os próprios passatempos desde os 4 anos. Colégio Visconde de Porto Seguro. Mensalidade: 3 021 reais.

Meditação Mindfulness

Meditação no Colégio Mary Ward (Alexandre Battibugli/Veja SP)

No começo do ano, professores do Colégio Mary Ward, no Tatuapé, perceberam que parte das 25 crianças do período integral tinha dificuldade para acompanhar o conteúdo das aulas. A suspeita foi de ansiedade. “Isso estava provocando impacto na autoestima delas”, diz a professora Alexandra Grassini. A instituição decidiu então criar uma aula de meditação do tipo mindfulness, que trabalha a atenção plena. Cada sessão (geralmente são três na semana) dura cerca de trinta minutos. Colégio Mary Ward. Mensalidade: a partir de 2 211 reais.

 

CINCO CANAIS DO YOUTUBE PARA ESTUDAR EM CASA

Ao levarem o conteúdo das salas de aula para o YouTube, alguns professores dos ensinos fundamental e médio e de cursinhos pré-vestibulares conquistaram milhões de seguidores em suas redes sociais, a maioria deles de alunos desesperados. Os fenômenos de popularidade conseguem prender a atenção dos estudantes mesmo ao abordar temas espinhosos, de química inorgânica a equações do segundo grau.

Para isso, valem-se de artifícios como animações e até encenações teatrais. Os canais na plataforma são gratuitos, mas esses profissionais também oferecem cursos on-line, nos quais o usuário paga para ter acesso a clipes exclusivos, exercícios, e-books, testes e correções.

Redação e Gramática Zica

Pamella em seu estúdio: vídeos com dicas de redação (Ricardo D'angelo/Veja SP)

Em 2013, a professora de português Pamella Brandão dava aulas no cursinho Maximize, na Avenida Paulista, quando foi incentivada pelos alunos a
gravar suas aulas mais importantes em casa e postar os vídeos no YouTube. Quase sem divulgação, o canal cresceu rapidamente nos primeiros meses,
e hoje soma 215 000 assinantes. A redação, temida por muitos vestibulandos, é um dos temas mais bombados do perfil. “O segredo é explorar o assunto de formas diferentes, usando uma linguagem mais coloquial e jovem”, diz. Site: www.redacaoegramatica.com.br. Valor: 299,88 reais por ano.

Matemática Rio

Dono de um canal com poucas visualizações, o professor de matemática Rafael Procópio viu sua audiência bombar em 2013, ao criar uma paródia
da música Quadradinho de Oito, do grupo de funk Bonde das Maravilhas. Empolgado, largou o emprego em colégios públicos dois anos depois e apostou no modelo de vez. Assim, ele usa músicas de cantores como Anitta e Luan Santana para ajudar o quase 1 milhão de assinantes a decorar fórmulas. “O YouTube democratizou o ensino. Tenho alunos que moram em aldeias e outros que vivem em apartamentos luxuosos de cobertura”, conta. Site: www.matematicario.com.br. Valor: 59,99 reais por mês.

Química em Ação 

“Fala, gás nobre, tudo bem? Preparado para reagir?” É assim que o professor de química Paulo Valim saúda os 426 000 assinantes do seu canal. Seus vídeos costumam durar vinte minutos e versam sobre temas como nomenclatura de sais ou funções inorgânicas. O formato surgiu em 2011 como material de apoio ao que era ministrado no Instituto de Educação José de Paiva Netto, no Bom Retiro. “A internet pode substituir um cursinho. Hoje você consegue entrar na faculdade de medicina apenas estudando em casa”, acredita. Site: www.quimicaemacao.com.br. Valor: 149,94 reais por semestre.

Se Liga Nessa História 

O professor Walter Solla e o produtor Ary Neto uniram suas forças em 2014 para desenvolver um canal em que a disciplina seria abordada de forma
dinâmica. Para isso, encenam pequenas peças teatrais de modo a ilustrar épocas históricas, como Grécia Antiga, Idade Média e a Proclamação da República. Esses temas são tratados como séries, das quais cada vídeo é um episódio. “Chegamos a criar fantasias e adereços para deixar tudo mais real”, afirma Neto. Matérias como sociologia, filosofia e geografia também estão disponíveis para os quase 500 000 assinantes do canal. Site: www.seliganessahistoria.com.br. Valor: 98 reais por semestre.

Biologia Total

Jubilut em Dubai: aula sobre animais do deserto (Reprodução/Youtube/Veja SP)

Seis anos depois de postar seu primeiro vídeo no YouTube, o professor de biologia Paulo Jubilut acumula mais de 1 milhão de assinantes no seu canal, um dos maiores do Brasil quando o assunto é videoaula. O portfólio de produções ajuda a explicar o sucesso. “Fizemos um safári na África para gravar aulas sobre ecologia e uma incursão ao Deserto de Dubai para estudar a adaptação de animais nessa região”, enumera. Além dos cenários fora do comum, ele usa novas tecnologias para se aproximar dos fãs. “Produzimos lives pré-vestibular com questões de atualidades e respondemos às perguntas ao vivo.” Em 2018, seu plano é alcançar o público infantil com animações lúdicas sobre ciências. Site: www.biologiatotal.com.br. Valor: 49,98 reais por dois meses.

 

APLICATIVOS PARA APRENDER INGLÊS

Alunos matriculados nas maiores escolas de idiomas da capital estão acostumados a salas de aula bem equipadas com tecnologia. Não é de hoje que as principais franquias do ramo fazem uso de lousas interativas e material em áudio, entre outros dispositivos. Nos últimos dois anos, no entanto, a aposta dessas redes foram os aplicativos para celular.

Algumas vezes mais tradicionais, outras vezes em formato de divertidos games, essas ferramentas levam os estudantes — crianças ou adultos — a carregar o conteúdo no bolso e estudar mesmo fora do horário de aula. “A intenção é expor o aluno ao novo idioma pelo maior tempo possível, para acelerar o aprendizado”, explica o diretor-geral da Fisk, Christian Ambros.

Centro Britânico On-line

Programa de textos: conteúdo da revista Billboard e até da Nasa (Alexandre Battibugli/Veja SP)

Com o auxílio da inteligência artificial, o aplicativo baseia-se nos interesses dos próprios usuários para oferecer conteúdo em inglês. Há parceria com empresas americanas como a agência espacial Nasa, a revista de música Billboard e o jornal de economia Financial Times. O estudante treina a compreensão do texto por meio de exercícios, que mapeiam dificuldades e apresentam reforço. Por enquanto, está disponível apenas para alunos matriculados, mas deve ser liberado ao público geral em 2018. Centro Britânico de Idiomas. Mensalidade: 350 reais.

List of Verbs

Lançado em setembro pela Fisk, permite a consulta a milhares de verbos da língua inglesa, com a respectiva conjugação em todos os tempos e com áudios para que o estudante aprenda a pronúncia correta. “A plataforma foi pensada para auxiliar quem já entende um pouco do idioma e precisa de ajuda durante uma viagem ou no trabalho”, explica o diretor Christian Ambros. O app inclui ainda três jogos, restritos a alunos das oitenta unidades da escola na capital. Fisk. Mensalidade: 250 reais.

Lexical Book

Neste dispositivo, desenvolvido em 2015 pela Cultura Inglesa, o usuário cria cartões com temas que deseja memorizar, como “trabalho” ou “viagens”, por exemplo. Em cada um, ele pode arquivar conteúdo em texto, áudio e imagens que ajude na fixação do conteúdo relacionado. É possível reunir milhares de cartões e categorizá-los por hashtags, ordem alfabética, capítulos ou temas, além de compartilhá-los com os 50 000 usuários do aplicativo. Cultura Inglesa. Mensalidade: 398 reais.

Save the Word 

Com dois níveis de dificuldade — o avançado, apenas em inglês, e o mais simples, com algumas palavras em português —, o jogo propõe o desafio de ajudar um cientista a derrotar o monstro Wordo, que roubou uma chave que permite ensinar inglês a todas as pessoas do mundo. O usuário precisa ultrapassar sete missões e, no fim, terá aprendido mais de 200 novas palavras. Lançado em fevereiro, é indicado para crianças de até 14 anos. Yázigi. Mensalidade: 380 reais (unidade Ana Rosa).

Sing the Chorus

Lousa digital com o app CNA360: exercícios para alunos (Alexandre Battibugli/Veja SP)

Criado em 2015, o game da CNA testa os conhecimentos musicais dos estudantes. O desafio é ouvir o trecho de uma canção em inglês e tentar acertar a continuação da letra ou o nome da banda, entre três opções disponíveis. A rede tem outros quatro jogos direcionados a diferentes públicos, de palavras cruzadas a ataque zumbi. Há ainda um aplicativo exclusivo para alunos, o CNA360, com exercícios extras. Mais de 90% dos matriculados usam ao menos um deles. CNA. Mensalidade: 230 reais.

Wizard Game Central 

Exclusivo para alunos matriculados na modalidade Wizard Plus — formato interativo que une o conteúdo tradicional a aulas on-line —, o aplicativo da rede homônima traz três games para acelerar o aprendizado de novas palavras. No Pocket Wizard, o usuário acumula pontos ao responder a questões em tempo determinado. São mais de 1 600 perguntas disponíveis, de diferentes níveis. Os outros dois jogos, Wizard Memory e Wizard Run, são voltados a crianças. No primeiro, o usuário é levado a uma viagem por diversos países do mundo, onde aprende mais de 100 palavras. No segundo, o jogador deve acertar a tradução de mais de 200 verbetes. Wizard by Pearson. Mensalidade: 260 reais (unidade Liberdade).

CINCO FACULDADES FORA DA GRADE TRADICIONAL

Até os anos 90, a maioria das universidades brasileiras se limitava a oferecer cursos tradicionais, como engenharia, direito e medicina. Hoje, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) lista 320 graduações disponíveis no país. “Nos tempos atuais, é natural que as instituições de ensino superior readequem as suas opções aos requisitos profissionais do mercado de trabalho”, explica o sociólogo Luiz Roberto Curi, presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação.

Educomunicação 

Estúdio na USP: conteúdo educacional em vídeos e jogos (Alexandre Battibugli/Veja SP)

Criada em 2011, na USP, é a primeira licenciatura da área no país. Os estudantes aprendem a produzir conteúdo educacional em formatos não convencionais, como vídeos e jogos. O curso inclui disciplinas como didática e linguagem verbal nos meios de comunicação. “Os profissionais podem ministrar aulas a alunos do ensino médio e prestar consultoria a governos, empresas e ONGs, implantando projetos educacionais”, diz o coordenador Claudemir Viana. Universidade de São Paulo (USP). Duração: quatro anos. Mensalidade: gratuita.

Design com Foco em Interação 

Disponível a partir de 2018, o curso é um bacharelado que, além dos conteúdos usuais do design, tem foco no chamado design de interação. A área estuda o desenvolvimento de projetos que promovam uma interação entre o objeto e a pessoa, como softwares, jogos e até exposições. A grade curricular do curso é pautada por projetos anuais divididos em quatro frentes: visual, design research, criação e programação. “A ideia é que os alunos se formem com um portfólio grande de trabalhos próprios”, explica o professor Diogo da Silva, um dos fundadores da graduação. Pontifícia Universidade Católica (PUC). Duração: três anos. Mensalidade: 2 025 reais.

Ciências Sociais e do Consumo 

Curso da ESPM: antropólogos corporativos (Alexandre Battibugli/Veja SP)

Com a ideia de formar uma espécie de antropólogo corporativo, a nova graduação, criada há dois anos, reúne sociologia, psicologia e negócios em uma mesma grade curricular. “Os alunos sairão daqui como cientistas do comportamento”, afirma o coordenador do curso, Mario Rene. No mercado de trabalho, esse profissional encontra espaço não só em institutos de pesquisa, como também em empresas, investigando os hábitos dos consumidores e as tendências de mercado. Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Duração: quatro anos. Mensalidade: 2 890 reais

Ciência e Tecnologia do Mar

Projeto Tamar, em Ubatuba: estágio em ciência do mar (Bruno Agostini/Veja SP)

O curso, oferecido desde 2012, conta com dupla formação: bacharel em ciência e tecnologia do mar e, se o aluno desejar, engenharia do petróleo ou engenharia ambiental. A primeira etapa tem disciplinas como geologia, direito ambiental e oceanografia. Nesse período, alguns estudantes fazem estágio em projetos como o Tamar, em Ubatuba. Quando formados, podem atuar no departamento de meio ambiente de grandes empresas. Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) — Baixada Santista. Duração: de seis a onze semestres. Mensalidade: gratuita.

Tecnologia em Sistemas para Internet (Mobile)

Lançado em 2016, o curso se destaca pelo foco em desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis. Além de matérias comuns a um curso de análise de desenvolvimento de sistemas, como linguagem de programação e banco de dados, o aluno aprende técnicas de design e animação. Os estudantes saem habilitados a projetar interfaces que se adaptem a diferentes tamanhos de telas e sistemas. Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) — Liberdade. Duração: dois anos e meio. Mensalidade: 519 reais.

SETE BONS CURSOS NO EXTERIOR

Em 2016, cerca de 246 000 brasileiros deixaram o país para estudar no exterior. Esse contingente representou um crescimento de 12% em relação
ao ano anterior, segundo a Belta, associação que reúne agências de programas educacionais. Em relação aos cursos mais especializados, há duas categorias disponíveis: a de stricto sensu, que inclui mestrados, doutorados e pós-doutorados, e a de lato sensu, como os MBAs. Nesse último caso, o aluno cumpre um período básico em gestão de empresas e depois opta por uma especialização. “Além de melhorar o currículo, um curso desses ajuda  a criar contatos fora do país”, diz a administradora Paula Braga, sócia da consultoria de carreiras Ikigai.

Harvard Business School 

Câmpus de Harvard, nos EUA: uma das melhores do mundo (Jorge Salcedo/Shutterstock/Veja SP)

Inaugurada em 1908 na cidade de Boston (EUA), a escola se consagrou como uma das melhores do mundo. Entre seus alunos célebres está o ex presidente americano George W. Bush. O programa inclui 217 horas de carga horária em período integral. O estudante tem ainda a oportunidade de conhecer pessoas do mundo todo — 42% dos matriculados na prestigiada faculdade são oriundos de outros países. Harvard University. Duração: dois anos. Valor: 228 000 reais.

Stanford School of Business

A escola de negócios de Stanford, na Califórnia (EUA), tem currículos adaptados a cada aluno com base em sua experiência de trabalho e aspirações de carreira. Entre as opções de especialização disponíveis no currículo estão contabilidade, empreendedorismo, finanças, recursos humanos e marketing. Viagens internacionais e estágios em empresas integram os métodos de aprendizado. Stanford University. Duração: dois anos. Valor: 219 000 reais.

Wharton School

Parte integrante da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia (EUA), o programa de MBA busca profissionais com pelo menos cinco anos de experiência no mercado. Além do currículo básico, há dezenove opções de especialização, como finanças e gestão de multinacionais, sendo possível optar por mais de uma. Recebe 850 estudantes por ano. University of Pennsylvania. Duração: vinte meses (os três últimos são ocupados por um estágio). Valor: 244 000 reais.

London Business School 

Destinado a profissionais em início de carreira que buscam posições de liderança ou até mesmo abrir um negócio próprio. Para se candidatar, é necessário ter experiência de cinco anos no mercado de trabalho ou credenciais de excelência acadêmica. O programa recebe estudantes de quase setenta países a cada ano em seu câmpus na cidade de Londres. University of London. Duração: quinze, dezoito ou 21 meses. Valor: 315 000 reais.

IESE Business School 

Iniciado em 1958 em Barcelona (Espanha), o programa propõe exercícios práticos de negócios, como a criação de uma empresa em sala de aula. A experiência costuma facilitar a entrada de seus egressos no mercado de trabalho. Após se formarem no curso, em 2013, os paulistanos Marc Nieto e Caio Soares foram contratados pela multinacional Advanced Medical, que atende a gigantes como a Google. Desde então, tocam juntos a sede brasileira da companhia no bairro Cidades Monções. “Quem se interessa por empreendedorismo adapta-se bem às exigências do programa”, diz Nieto. Universidad de Navarra. Duração: dezenove meses. Valor: 326 000 reais.

INSEAD Business School 

A escola de negócios possui unidades em diferentes continentes e o aluno tem a chance de transitar por elas. O câmpus original está localizado na cidade de Fontainebleau, a 70 quilômetros de Paris, na França, mas é possível realizar módulos eletivos nos Emirados Árabes Unidos, na Ásia. O ritmo intenso compensa: o índice de empregabilidade é de 89% após três meses de formatura. European Institute of Business Administration. Duração: entre dez e doze meses (o último mês é dedicado à realização de um estágio). Valor: 302 000 reais.

Columbia Law School 

A advogada Karina: emprego nos EUA após curso na Columbia (Juliana Thomas/Veja SP)

Direcionado ao profissional de advocacia, o mestrado em direito da escola de Nova York (EUA) oferece conhecimentos da lei americana e a oportunidade de trabalhar fora do Brasil após o curso. “Sempre sonhei em ter essa experiência, e ela acabou me proporcionando até uma vaga em um escritório renomado dos Estados Unidos”, diz a paulistana Karina de Oliveira. Para serem elegíveis à admissão, os candidatos devem possuir diploma em direito. Columbia University. Duração: nove meses. Valor: 207 000 reais.

Visto de estudante > Agências e institutos que levam brasileiros ao exterior

Central de Intercâmbio. ☎ 4007-1215. www.ci.com.br.
Experimento. Avenida Paulista, 1636, sala 1402, ☎ 3262-0407. www.experimento.org.br.
Student Travel Bureau. Avenida Paulista, 2073, loja 144, ☎ 3285-3161. www.stb.com.br.
Travelmate. Avenida Paulista, 807, conjunto 1511, ☎ 3476-6121. travelmate.com.br.

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