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Mulher é vítima de sequestro ao chamar Uber na Vila Olímpia

Ela foi obrigada a sacar dinheiro e comprar tênis para criminosos

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 3 fev 2017, 09h56 - Publicado em 3 fev 2017, 09h55

A Polícia Civil de São Paulo investiga o sequestro relâmpago de uma mulher de 31 anos feito com um carro de luxo do aplicativo Uber.

O caso ocorreu na Vila Olímpia, Zona Sul, por volta das 17h30 de quarta-feira (1).

Em pouco mais de três horas de sequestro, a vítima foi agredida e ameaçada de morte por três homens armados com pistolas. De  3 400 reais que ela teve roubados, após passar por agências bancárias e shoppings, 2 600 foram gastos para comprar dois tênis de marca a pedido dos ladrões.

“Sofri durante quatro horas por confiar em uma plataforma da qual sou consumidora há dois anos. Eu me mantive calma o tempo todo no carro, mas, quando acabou, desabei, chorei muito. Estou traumatizada. Tenho medo de que venham atrás de mim”, disse ao Estado a mulher, que pede anonimato.

A jovem solicitou uma viagem na categoria Uber X – não compartilhada – na Vila Olímpia para fugir da chuva.

O veículo, diz ela, era um Hyundai Elantra na cor chumbo. O motorista se identificava no aplicativo como Gabriel. Em seguida, um homem armado, antes agachado no banco do passageiro, se levantou. Outro, também com uma pistola, saiu do porta-malas, após reclinar o banco.

À polícia, a mulher disse não saber se o motorista está envolvido no sequestro. Segundo ela, ele “tremia muito”. Poucas ruas depois, o veículo parou e pegou um terceiro homem, que sentou no banco traseiro. A vítima ficou com um criminoso de cada lado e outro, que parecia ser adolescente, no banco do passageiro. Ela afirma ter levado tapas e empurrões no rosto.

O grupo também roubou um celular e 120 reais que estavam na carteira da vítima. Os criminosos ainda a fizeram descer de mãos dadas com um deles e, em um shopping, sacaram 700 reais, o limite da conta.

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Seguiram para outro shopping. “O menino chegou falando: ‘Quero três tênis, cada um de 1 000 reais. Fiz de tudo para que a loja notasse que havia algo errado, mas ninguém fez nada para ajudar.”

Polícia

A mulher conta que aproveitou um momento de distração dos homens e entrou no banheiro. No local, teve ajuda, acionou a segurança do shopping e a polícia. Os três homens fugiram e o motorista foi embora.

Segundo os policiais, o carro não era dele, mas alugado. Questionada, a Secretaria da Segurança Pública não soube dizer se o motorista foi conduzido à delegacia.

O caso foi registrado no 78.º DP (Jardins) e será investigado pelo 15º DP (Itaim Bibi).

Em nota, o Uber disse que se solidariza com a vítima e suspendeu o condutor. Destacou que colabora com as investigações e tem “camadas de tecnologia” para dar segurança a usuários e motoristas.

(Com Estadão Conteúdo)

 

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