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Enem passará a ser realizado em dois domingos

Neste ano, as provas estão marcadas para ocorrer nos dias 5 e 12 de novembro

Por Estadão Conteúdo 10 mar 2017, 09h30 | Atualizado em 10 mar 2017, 09h30
Redação Enem
Mudança no Enem: provas serão realizadas em dois domingos (Carlos Cecconello/Folhapress/Veja SP)
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  • A partir deste ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deixará de ser realizado em um fim de semana (sábado e domingo) para ser aplicado em dois domingos consecutivos – a edição de 2017 será nos dias 5 e 12 de novembro. A medida integra um pacote de mudanças divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC). Outra alteração é que não serão mais divulgados os resultados do Enem por escola, o que permitia fazer um ranking de colégios.

    É a maior transformação na estrutura de aplicação do Enem desde 2009, quando a prova passou a ser um processo seletivo para universidades públicas do país. Segundo especialistas, nos últimos anos o exame perdeu seu caráter original de avaliação, passou a ter múltiplas funções e se consolidou como um grande vestibular.

    A distribuição das disciplinas também será modificada. Redação foi passada para o primeiro dia e será realizada com Linguagens e Ciências Humanas, em cinco horas e trinta minutos. No segundo domingo, os candidatos farão os testes de Matemática e Ciências da Natureza. O prazo máximo será de quatro horas e trinta minutos.

    Outra mudança é que os participantes receberão os cadernos de questão personalizados, com o nome e o número de inscrição preenchidos. O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse que o novo formato não aumentará os custos da prova e mantém o padrão de segurança.

    “Ela trará mais tranquilidade para o aluno e ao mesmo tempo garante dignidade aos sabatistas, que hoje (por motivos religiosos) permanecem horas confinados, aguardando o sol se pôr para iniciar a prova”, disse.

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    Sobre a divulgação dos resultados por escola, Mendonça Filho disse que a qualidade do ensino deve ser medida por outros mecanismos. “O MEC e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, órgão responsável pela prova) não têm como missão fazer propaganda falsa”, disse o ministro.

    A partir deste ano, todos os alunos do ensino médio público e privado farão a Prova Brasil, que antes era aplicada por amostragem na etapa. Esse exame é usado para compor o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal avaliação do ensino no País. O risco, dizem especialistas, é de que a lista dos resultados do Ideb por escola substitua o tradicional ranking do Enem.

    As mudanças foram apresentadas pelo MEC após consulta pública. A grande surpresa desse processo foi a preferência dos participantes em manter a prova no papel, em vez de uma versão digital. Na consulta, 70% dos 600 000 participantes disseram preferir a prova impressa.

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    Uma das explicações da pasta para a resistência é o receio de fraudes. “O medo em relação ao novo é humano”, disse o ministro. Ele avisou, porém, que a migração para o formato digital é inevitável. “Não sei quando, mas ela vai ocorrer.”

    A partir deste ano, o exame também não poderá mais ser usado como certificação do ensino médio. Em parcerias com estados e municípios, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) passará a cumprir este papel.

    A exclusão dessa função do Enem pode ajudar a reduzir o gigantismo da prova, o que dificulta a logística e encarece a aplicação. Dos 8,6 milhões inscritos da última edição, cerca de 1,07 milhão tinha interesse no certificado.

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    O atendimento especializado também vai mudar. Candidatos que necessitem de tempo adicional (como diabéticos e pessoas com distúrbios de tireoide) devem fazer a solicitação na inscrição – que poderá ser feita de 8 a 19 de maio. Até a edição de 2016, o requerimento era realizado no dia da prova.

    Especialistas se dividiram sobre o fim da divulgação dos resultados por escola. Priscila Cruz, do Todos Pela Educação, elogiou a medida. Já para o ex-presidente do Inep Reynaldo Fernandes a transparência é essencial e não cabe ao MEC avaliar como a interpretação do dado será feita. “O governo não pode ter o monopólio da informação”, diz. O professor observa que a colocação no ranking é um dos dados observados na hora de se fazer a avaliação da escola. “É um indicador. Se ele não é suficiente para indicar a qualidade da escola, basta fazer essa ressalva.”

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