Avatar do usuário logado
Usuário

MPL entra com ação contra o governo por abuso de poder em protestos

Outras 21 organizações e seis defensores públicos assinam o pedido

Por Juliana Deodoro 29 ago 2013, 14h22 | Atualizado em 5 dez 2016, 15h41

O Movimento Passe Livre (MPL)  e outras 21 organizações, incluindo o Mães de Maio, a Marcha Mundial das Mulheres, o Intervozes e o coletivo Desentorpecendo a Razão (D.A.R), anunciaram nesta quinta (29) que vão entrar com duas ações na Justiça contra o governo e a polícia por causa das ações desempenhadas por ambos durante as manifestações de junho. A ação leva em consideração especialmente a atuação no dia 13 de junho, quando a Polícia Militar impediu que os manifestantes chegassem à Avenida Paulista.

Uma primeira ação será entregue à Procuradoria Geral do Estado pedindo a investigação do Coronel Ben Hur Junqueira Neto (comandante da operação naquele dia) por abuso de poder. Uma outra ação será entregue à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão responsabilizando o governo do estado, o secretário de Segurança Pública Fernando Grella Vieira e o comando geral da Polícia Militar.

Segundo Monique Félix, do MPL, cerca de 100 pessoas foram detidas arbitrariamente no dia 13 de junho para averiguação, muitas delas por portarem tinta e vinagre ou por “parecerem manifestantes”. “A repressão é só mais uma expressão da lógica da Polícia Militar de criminalização dos movimentos. Foi uma repressão política.”

Para embasar os pedidos, as organizações recolheram 45 depoimentos, além de vídeos e áudios, incluindo do Coronel Ben Hur, posicionando-se como responsável pela operação. Grande parte dos relatos foram colhidos pela Defensoria Pública, da qual seis advogados também assinam as ações. “Os vídeos estão na internet e não tem como o judiciário não reconhecê-los”, disse Danilo Dara, do movimento Mães de Maio.

Pedro Ekman, do coletivo Intervozes, afirmou que a atuação naquele dia e em outras manifestações foi protocolar e, por isso, grave. “A polícia trata a população como inimigo a ser combatido e não como uma sociedade a ser defendida.”

Se o procurador do estado entender que houve abuso de poder, a investigação deve ser aberta em 48 horas. Caso contrário, ela seguirá para análise no Ministério Público. O mesmo procedimento vale para a ação federal.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês