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Motorista de aplicativo é sequestrado, torturado e morto em emboscada

Roger Ferreira da Silva, pai de cinco filhos, perdeu o emprego no início da pandemia e passou a trabalhar com transporte de passageiros

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 4 jan 2021, 16h48 - Publicado em 4 jan 2021, 16h45

Roger Ferreira da Silva, 35, perdeu o emprego no começo da pandemia e passou a trabalhar como motorista de aplicativo. Desaparecido desde o dia 30 de dezembro, o motorista foi encontrado morto em uma região de mata fechada entre São Paulo e Itanhaém neste domingo (3). Ele deixa a mulher e cinco filhos. 

De acordo com a Polícia Civil, Silva foi sequestrado e torturado. Ela ainda diz que, no seu último contato com a família, ele pediu R$ 600 emprestados para um primo quando já estava rendido. 

As autoridades afirmam que três pessoas chamaram uma corrida pelo aplicativo para executar o assalto. No entanto, como não havia nada para roubar, obrigaram o motorista a fazer o pedido de dinheiro à família. Após o contato, ele não foi mais visto. 

No último sábado (2), a polícia encontrou o carro da vítima. O veículo estava carbonizado, deixado em uma mata em Parelheiros. No dia seguinte, localizaram seu celular.

Foram presos até agora cinco suspeitos: o comprador e o vendedor do celular roubado, acusados de receptação, e os três responsáveis pelo crime, em flagrante. 

Maicom, 25, Jefferson, 25, e Emily, 19, estavam com os dois cartões de banco de Roger Silva, munições, um carregador de fuzil e um simulacro de pistola. Todos confessaram o crime e contaram onde estava o corpo. 

Eles irão responder inicialmente na Justiça por roubo, extorsão mediante sequestro, tortura, homicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa. Nesta segunda-feira (4), os cinco presos vão passar por uma audiência de custódia. 

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