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Morre, aos 89 anos, o sambista Elton Medeiros

O compositor carioca foi parceiro de nomes como Cartola, Paulinho da Viola e Zé Keti

Por Estadão Conteúdo 4 set 2019, 13h16

O compositor Elton Medeiros morreu aos 89 anos, no Rio de Janeiro, na noite desta terça-feira, 3. Recentemente, Medeiros ficou internado por um mês, mas havia voltado para casa. Na segunda-feira, 2, ele passou mal e foi levado a uma clínica de Laranjeiras, onde faleceu por volta das 20h15 do dia seguinte, vítima de complicações de uma pneumonia. O velório será realizado a partir das 15h30, no Cemitério São Francisco de Paula, no Catumbi, no Rio de Janeiro.

Autor de clássicos do samba carioca como O Sol Nascerá, Peito Vazio, Injúria, Onde a Dor Não Tem Razão, Mascarada, Pressentimento e tantos outros, melodista e letrista referência para gerações, Elton Medeiros foi parceiro de Cartola, Paulinho da Viola, Zé Keti e Hermínio Bello de Carvalho.

Nascido no Rio de Janeiro no dia 22 de julho de 1930, compôs o primeiro samba aos 8 anos, com um dos nove irmãos. Tocou sax horn, trombone e bateria e foi integrante de orquestra. Foi do grupo fundador de três escolas de samba. Também administrador (graduou-se pela Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio), gravou 25 discos nas últimas cinco décadas. É admirado principalmente pela beleza de suas melodias.

O artista integrou o grupo Os Cinco Crioulos junto com Nelson Sargento. Sua estreia em disco foi em 1965, com o grupo A Voz do Morro. Nesse ano, ele integrou o elenco do musical Rosa de Ouro.

Em 2010, quando completou 80 anos, Elton Medeiros viu-se fragilizado por problemas de saúde. Em março daquele ano, sofreu um enfarte. Em outubro, para não perder a visão do olho esquerdo submeteu-se a uma cirurgia de catarata e glaucoma.

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