Morre ator e dramaturgo Juca de Oliveira aos 91 anos
Artista estava internado por causa de uma pneumonia e de complicações cardíacas
O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu neste sábado (21), aos 91 anos. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde sexta-feira (13), por uma pneumonia e por uma condição cardiológica, conforme nota enviada pela assessoria do artista.
Nascido em São Roque (SP), o ator era membro da Academia Paulista de Letras e ficou célebre por seus papéis na televisão, como João Gibão de Saramandaia, Professor Praxedes de Fera Ferida, Doutor Albieri de O Clone e o Santiago de Avenida Brasil.
Ele também fez carreira no teatro, atuando em montagens do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e Teatro de Arena, além de escrever as peças Meno Male, Caixa Dois e Às Favas com os Escrúpulos.
Militante político, foi presidente do Sindicato de Atores de São Paulo em 1969 e filiado ao Partido Comunista Brasileiro. Quando as perseguições políticas começaram, durante a ditadura militar, se auto-exilou na Bolívia com o colega e amigo Gianfrancesco Guarnieri.
Carreira no teatro e na televisão
Juca de Oliveira começou a sua carreira na companhia Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), cuja sede ficava na República, no centro de São Paulo. No grupo participou de montagens como A Semente, de Gianfrancesco Guarnieri e A Morte do Caixeiro Viajante, de Arthur Miller. Trabalhou com Augusto Boal no Teatro de Arena, integrando o elenco de peças como Eles não Usam Black-tie, também de Guarnieri. Ao longo de sua carreira atuou em mais de sessenta espetáculos teatrais.
Ele deu os primeiros passos na televisão na TV Tupi, mas foi na TV Globo que ele se consolidou como um dos principais nomes das telas brasileiras. As mais de trinta novelas que gravou na emissora incluíram Avenida Brasil e O Clone.
Ele equilibrava a carreira na televisão com a atuação no teatro, inclusive como dramaturgo. Ele escreveu peças como ‘Meno Male’, ‘Hotel Paradiso’, ‘Caixa Dois’, ‘Às Favas com os Escrúpulos’ e ‘Happy Hour’. Em 2022, retornou aos palcos com um sucesso que escreveu em 2003 ‘A Flor do Meu Bem-Querer’.





