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Ministro da Saúde é recebido na medicina da USP aos gritos de “Bolsonaro genocida”

Após o protesto, alunos questionaram em reunião se Queiroga será contrário ao chamado "tratamento precoce" contra a Covid-19

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 25 mar 2021, 14h26 - Publicado em 25 mar 2021, 14h15

Marcelo Queiroga, nomeado oficialmente Ministro da Saúde na quarta (24), cumpriu agenda na capital paulista nesta quinta-feira (25). Ele visitou a Faculdade de Medicina da USP, no Pacaembu, e foi alvo de protesto por parte dos alunos da instituição.

Durante a chegada do ministro até uma sala de reuniões, onde encontrou professores titulares da USP, alunos entoavam cantos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), pediam mais vacinas e criticaram a defesa da cloroquina como tratamento precoce: não existem comprovações científicas sobre a eficácia da droga no combate à Covid-19. Queiroga foi acompanhado também do Ministro da Educação, Milton Ribeiro.

“Bolsonaro genocida, mais vacina e menos cloroquina”, gritavam os estudantes, que cobravam medidas mais rígidas de isolamento social, vacinação em massa e lembraram nos cartazes os 300 000 mortos pela doença no país, marca atingida na quarta.

Um membro do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, formado por alunos da medicina da USP, leu uma carta que cobra medidas mais efetivas do governo federal perante a pandemia durante a reunião. “O governo apresentou até o momento prioridades equivocadas e por vezes perversas, resultando em absoluta ineficácia de gestão da crise […]. Reconhecemos sua [Queiroga] biografia e as contribuições que fez para a prática médica no Brasil, manifestamos o interesse dos nosso alunos em saber o planejamento estratégico para alterar a forma como o governo federal trabalhou até aqui”, diz o texto.

Em seguida, o estudante perguntou se o ministro iria respeitar “a medicina baseada em evidências” ou se iria “desprezar as medidas de isolamento”. Queiroga foi questionado se iria se posicionar contra o chamado tratamento precoce, sem evidências científicas de eficácia. “Quem vai avaliar o que eu fiz é a história. Cada um tem que colocar tijolo nessa parede que estamos construindo. Vamos olhar pra frente e deixar de gerar calor, nós queremos é luz, não calor”, respondeu Queiroga.

“Estamos aqui para dialogar com a sociedade brasileira, dialogar com vocês, para que possamos construir um ambiente melhor e para que eu possa ser útil; subsidiar nosso presidente com informações que o convençam a cerca do melhor caminho. Se eu conseguir fazer isso, minha missão estará cumprida”, afirmou o ministro.

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