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Metroviários fazem greve nesta terça-feira (28)

Só as linhas 4-amarela e 5-lilás não devem ser afetadas pela paralisação

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 27 Jul 2020, 22h43 - Publicado em 27 Jul 2020, 22h03

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo, após assembleia on-line na noite desta segunda-feira, decidiu entrar em greve nesta terça-feira (28). Foram 2.436 votantes, dos quais 73% optaram pela greve. A paralisação deve afetar as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô. As linhas 4-Amarela e 5-Lilás, que têm operação privada, não são atingidas e funcionam normalmente, assim como os trens da CPTM.

A categoria protesta contra corte de salários (10%, sob a alegação de queda de receita) e benefícios e reivindica a renovação de acordo coletivo que prevê adicional noturno de 50% (a empresa propõe 20%) e hora extra paga em 100% (a empresa oferece 50%).

Na tarde de hoje, a Justiça do Trabalho de São Paulo concedeu parcialmente liminar para o Metrô, estabelecendo o funcionamento de 95% dos serviços no horário de pico (das 6h às 9h e das 16h30 às 19h30) e 65% nos demais em todas as estações. “Os percentuais estabelecidos dizem respeito à prestação do serviço, e não à mão de obra devidamente colocada para tanto. Deverão ainda ser observadas, durante o período de greve, as atribuições de cada funcionário, inclusive dos engenheiros, não se admitindo alterações objetivas do contrato”, destacou o tribunal.

Caso a liminar não seja respeitada, será aplicada multa diária de R$ 150 mil e R$ 500 mil, nos trabalhadores e na empresa, respectivamente.

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Em suas redes sociais, o Metrô afirmou que acionará o plano de contingência para minimizar os transtornos à população e que lamenta a decisão do sindicato.

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A prefeitura de São Paulo decidiu suspender o rodízio de veículos na cidade durante o dia todo, mas o funcionamento de faixas e corredores continua.

 

 

 

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