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Governador afirma que metroviários não serão readmitidos

Geraldo Alckmin mantém a decisão de não chamar de volta os 42 funcionários da empresa e afirma que tem plano B caso haja nova paralisação 

Por Redação VEJA SÃO PAULO Atualizado em 5 dez 2016, 14h23 - Publicado em 10 jun 2014, 15h37

Após a suspensão da greve dos metroviários na última segunda, o governador Geraldo Alckmin voltou a falar nesta manhã (10) que não deve rever o desligamento dos 42 funcionários afastados da empresa. “As demissões não foram em razão de greve. Nenhum grevista foi demitido. Elas foram em razão de outros fatos, e fatos graves, como invasão de estação, de depredação, vandalismo”, disse na abertura do Fórum Empresarial América Latina Global, no Auditório do Ibirapuera. 

Durante assembleia na noite desta segunda-feira, o sindicato dos metroviários decidiu suspender por dois dias a greve iniciada na última quinta-feira (5). A categoria já agendou um novo encontro na quarta (11), quando descutem se voltam a cruzar os braços no dia seguinte, abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão.

Questionado sobre uma possível nova paralisação dos metroviários, o governador de São Paulo diz acreditar que isso seria uma atitude motivada pelo oportunismo. “Espero que não haja um grupo querendo fazer bagunça pela bagunça, caos pelo caos”, comentou o governante, dizendo ainda que existe um plano B previsto, caso uma nova parasilação ocorra.

Geraldo Alckmin afirmou também que não existem novas demissões previstas, desde que os funcipnários do Metrô continuem trabalhando. “Voltando ao trabalho, não tem nenhuma demissão. Temos agora que garantir as 5 milhões de pessoas que querem trabalhar e que precisam do metrô.”

Na segunda, uma reunião a portas fechadas na Superintendência Regional do Trabalho teve a presença do secretário estadual de Transportes, Jurandir Fernandes, do presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, do presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino Prazeres Júnior, e de integrantes de forças sindicais. Durante o encontro, todos concordaram com a readmissão dos 42 funcionários. A questão foi levada ao governador, que vetou a medida.

Segundo o Metrô, os cortes ocorreram porque os grevistas estiveram envolvidos em “atos de vandalismo, depredação do patrimônio público e incitação a pular a catraca”. Esse metroviários foram identificados pelo sistema de câmeras de seguranças das estações. A greve começou na última quinta-feira (5) e foi suspensa por dois dias em votação na assembleia da categoria na noite desta segunda-feira (9).

 

 

 

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