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MariMoon faz nu artístico e se prepara para voltar à TV

A ex-VJ da MTV participou de um projeto fotográfico e fará a cobertura do Lollapalooza na Globo

Por Mariana Oliveira 25 fev 2016, 20h35 | Atualizado em 1 jun 2017, 16h18
MariMoon
MariMoon (Fernando Schlaepfer/Reprodução Instagram/)
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Na noite da última quarta-feira (24), os fãs da musa geek MariMoon tiveram uma baita surpresa: duas fotos nuas da ex-VJ entraram no projeto 365nus, do fotógrafo Fernando Schlaepfer. 

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“Eu já acompanhava o trabalho do Fernando e, quando ele me chamou, aceitei na hora”, contou MariMoon em entrevista a VEJA SÃO PAULO.

“Foi um momento muito legal porque eu estava saindo de uma fase de pouca autoestima e tentando me redescobrir”, comentou sobre o tempo ruim que enfrentou desde o fechamento da MTV, onde trabalhava como apresentadora. Confira abaixo a entrevista completa:

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Como surgiu o convite para participar do projeto do Fernando Schlaepfer?

Trabalho com o Fernando há muito tempo. Ele é criador do I Hate Flash, que tem uma galera underground, colorida e tatuada do meu universo. Eu vi que ele estava com esse projeto e recebi o convite para participar. Foi um momento muito legal porque eu estava saindo de uma fase de pouca autoestima e tentando me redescobrir desde que a MTV fechou. Mas foi bom passar por esses períodos mais incertos porque eu saí deles com mais coragem e autoaceitação.

MariMoon
MariMoon ()

Então, você aceitou o convite de primeira?

Sim. A coragem de você mostrar o seio hoje é quase um movimento cultural e artístico. É muito mais forte do que qualquer pudor. E eu também estava nessa fase muito mais segura com relação ao que eu sou e ao meu corpo. Tem muitas mulheres que dizem que só fariam fotos nuas se fosse um “nu artístico” e estou feliz de estar fazendo projeto desses, mas se fosse seis meses atrás poderia ter sido diferente.

Foi o seu primeiro ensaio nua?

Não. A primeira vez foi com um amigo que faz projeções no corpo. Mas as fotos não foram publicadas ainda.

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Você ficou à vontade?

Sim. Foi ótimo, fácil, divertido, gostoso, tranquilo (risos). Só paramos porque não tinha mais luz. Eu gosto de ser fotografada. Comecei me fotografando e hoje para mim é uma diversão.

Você acompanhou a repercussão na internet? Recebeu muitas mensagens? Como está sendo isso?

Está todo mundo elogiando e falando coisas bonitinhas. Eu estou ficando muito feliz porque todos os comentários são muito positivos.

Você foi uma das pioneiras a entrar neste conceito de celebridade da internet. O que você acha sobre a atual explosão de youtubers?

Rolou uma democratização de tudo hoje em dia. A internet e até a pirataria possibilitaram que qualquer pessoa tenha acesso a coisas que antes custavam muito caro. Hoje você pode ter uma produção musical caseira muito boa, por exemplo (…) Mas também tem muita porcaria, o que é normal, afinal tem tem um monte de gente aprendendo.

Eu sinto que nós temos mais possibilidades de ter artistas e pessoas que farão trabalhos incríveis, mas ao mesmo tempo o cenário parece um pouco caótico. Muito porque o próprio Youtube não sabe gerir a quantidade de vídeos que entram todos os dias. Eles deveriam sugerir mais para as pessoas além do que é popular ou do que elas já buscam normalmente. Esse sistema, que o Facebook também usa, te impede de conhecer coisas novas muito legais.

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MariMoon
MariMoon ()

O que dá certo? Você tem alguma dica?

Eu acho que a coisa mais importante é falar de assuntos que não estão sendo falados, mas desde que você tenha prazer de falar. Uma pessoa que é muito apaixonada por moda vai falar naturalmente deste universo e acompanhar isso todos os dias. Essa coisa de “eu vou atrás do que está bombando” pode não ser o melhor caminho, afinal, se está bombando já deu uma overdose no tema.

Você volta para a televisão para cobrir o Lollapalooza, correto? Como vai ser isso?

Isso. É um programa de cobertura do festival na Rede Globo. Vai ser uma seleção com os melhores momentos. Eu não vou estar lá ao vivo nas apresentações.

E como você vê essa novidade?

Eu estou superfeliz. Desde que eu saí da MTV fiquei me perguntando como eu poderia me encaixar na televisão novamente. O ambiente de criação lá era coletivo e quase anárquico. Tínhamos muita liberdade para testar formato e sermos esquisitos, com cabelo colorido. Mas, ao mesmo tempo, parece que o mundo está mudando. As emissoras estão mudando. O que era underground hoje é considerado mainstream

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