Lito Sousa, do ‘Aviões e Músicas’, faz apelo por tratamento após diagnóstico de doença rara
O criador de conteúdo, referência em aviação no Brasil, busca inclusão em estudos clínicos nos EUA para combater a Doença de Creutzfeldt-Jakob; entenda o quadro
Lito Sousa, o principal comunicador sobre aviação do Brasil, fez sua primeira aparição pública após receber o diagnóstico de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara e sem cura.
Em vídeo publicado neste domingo (23), o criador de conteúdo do canal Aviões e Músicas aparece deitado em uma cama de hospital. “Meu nome é Lito Sousa, e tenho um pedido urgente”, diz ele. No comunicado, Lito faz um apelo para ser incluído em estudos clínicos de instituições americanas de referência, como a Mayo Clinic, Harvard e o Broad Institute, que pesquisam tratamentos para a doença.
Mecânico internacional de aviões, Lito tem milhões de seguidores nas redes sociais e no YouTube. Em seus vídeos, o especialista explica como funcionam as aeronaves, detalha acidentes aéreos e combate o medo comum de voar de avião com uma linguagem acessível e divertida.
Doença rara
A saúde de Lito Sousa virou notícia primeiro no fim de julho, quando o comunicador revelou um diagnóstico de câncer de próstata. Alguns dias depois, o youtuber começou a perceber a perda dos movimentos do braço esquerdo, além de um emagrecimento veloz, devido a uma encefalite.
Na sexta-feira (21), a esposa de Lito, Mila Seidl, revelou o diagnóstico de DCJ nas redes sociais e o rápido avanço das perdas motoras. “O nome dessa doença é Creutzfeldt-Jakob, é muito rara e não tem tratamento. Ela normalmente abre para um quadro de demência e vai evoluindo para perdas motoras. O caso dele não foi assim, começou de outra forma”, explicou.
O que é a Doença de Creutzfeld-Jakob?
A DCJ é uma doença neurodegenerativa e progressiva, caracterizada por provocar um quadro inicial de demência, perda de memória e tremores, associados a outros sintomas neurológicos. É um tipo de Encefalopatia Espongiforme Transmissível (EET) causada por príons, proteínas anormais que induzem proteínas saudáveis do cérebro a mudar de formato, causando danos agressivos às células cerebrais.
Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 1.576 casos suspeitos no Brasil entre 2005 e 2021. Até o momento, não há tratamento efetivo para alterar a evolução fatal da doença, e aproximadamente 90% dos acometidos falecem em um ano.





