As atrações e curiosidades da Lapa e de Pirituba

Conheça dois dos maiores e mais importantes distritos da Zona Oeste

A imagem acima foi escolhida pelos leitores de VEJA SÃO PAULO para representar a beleza dos bairros. Inspire-se nela e poste também suas fotos usando a hashtag #BelezaLapaPirituba

Igreja centenária 

Paróquia Nossa Senhora da Lapa, no bairro homônimo

Paróquia Nossa Senhora da Lapa, no bairro homônimo (Wikimedia Commons/Veja SP)

A construção do atual prédio da Paróquia Nossa senhora da Lapa foi concluída na década de 40, mas a presença dos padres católicos na região é mais antiga. Várias edificações passaram por aquele terreno desde o século XVIII, época em que os jesuítas receberam do poder público uma pequena fazenda, sob a condição de ministrar uma missa por ano em homenagem a Nossa senhora.

A partir de 1811, quando a região passou a fazer parte da Rota dos Tropeiros, o lugar se transformou em pousada para viajantes que vinham de Jundiaí, Campinas e Itu. Depois de idas e vindas, o espaço foi doado novamente aos religiosos pelo engenheiro Serafim Corso, que também ofereceu o projeto arquitetônico e móveis. O atual templo começou a ser erguido em 1911, quando foi elevado ao status de paróquia.

Vista descansada 

A região da Lapa tem um ponto que oferece uma vista panorâmica da cidade bem mais tranquilo que a famosa Praça do Pôr do Sol, em Pinheiros. Inaugurada em 1982, a Praça Waldir Azevedo, mais conhecida como Mirante da Lapa, tem 7 quilômetros quadrados de extensão e oferece quadra poliesportiva, pista de cooper, aparelhos de ginástica e uma banca de jornais. Rua Cerro Corá, 1223, Vila Ida

Guerreiros de taco e luvas

Time de beisebol de Pirituba

Time de beisebol de Pirituba (Divulgação/Veja SP)

Celeiro de craques do esporte como o líbero Serginho e o ex-jogador da NBA Leandrinho, a região de Pirituba tem o próprio time de beisebol. A iniciativa que deu origem ao Pirituba Warriors nasceu em 1995 pelas mãos de Agnaldo Veríssimo, um ex-interno que passou quatro vezes pela Febem e foi apresentado ao esporte por um empresário japonês.

Para conquistar o interesse dos jovens do bairro, o grupo fazia visitas às escolas públicas da região para mostrar ao vivo como se joga a modalidade. Ele estima que 5 000 crianças e adolescentes tenham participado do projeto desde a fundação. Atualmente em meio a uma disputa com a prefeitura pela posse do terreno na Rua Dom Manuel D’Elboux, o grupo luta para resolver a questão e encontrar um “padrinho” que financie a compra de equipamentos e uniformes.

Instituição gastronômica 

Porção mista com batatinhas na serragem, jabá, costela de porco e torresmo do Valadares

Porção mista com batatinhas na serragem, jabá, costela de porco e torresmo do Valadares (Mario Rodrigues/Veja SP)

Inaugurado em 1962 e mantido até hoje pela mesma família, o Valadares é famoso por petiscos que rarearam nos bares da cidade. É o caso da porção de testículos de boi, que aparece em três versões: alho e óleo, milanesa ou dorê (36 reais cada uma). Luiz Adelino e os irmãos, fundadores do lugar, aprenderam a receita com o pai, um fazendeiro acostumado a castrar o gado a canivete. Outra pedida exótica para acompanhar a botecagem é a rã empanada em farinha (18 reais cada). Rua Faustolo, 463, Lapa, ☎ 3862-6167. 11h/0h30 (fecha dom.).

O palacete da marquesa 

Ruínas do Casarão do Anastácio

Ruínas do Casarão do Anastácio (Reprodução Mapio.Net/Veja SP)

Quem passa pelas duas pontes de acesso da Marginal Tietê à Rodovia Anhanguera dá de cara com as ruínas de uma antiga mansão em estilo ibérico. O imóvel, conhecido como Casarão do Anastácio, foi erguido em 1910 para servir de hospedaria aos funcionários do extinto frigorífico Armour. Nascido como fazenda de um coronel no início do século XVIII, o terreno, de 180 000 metros quadrados, acabou vendido em 1856 à marquesa de santos e seu marido, o brigadeiro Tobias de Aguiar. Lá surgiu uma casa de taipa em pilão para a marquesa — reza a lenda que ela costumava fumar junto dos escravos. O local foi tombado pelo Conpresp em 2013.

Secos e molhados

O Mercado da Lapa pode até não ter o apelo turístico do “xará” do centro. Nem comida de chefs badalados como o de Pinheiros. Ainda assim, recebe mais de 5 000 visitantes por dia. O prédio foi inaugurado em 24 de agosto de 1954, dia do suicídio de Getúlio Vargas. Em respeito ao luto, a festa terminou mais cedo e sem foguetório. Naquela época, o estabelecimento era considerado um dos mais modernos da cidade. Nos anos 80, incorporou o nome de Rinaldo Rivetti, um conhecido líder comunitário do bairro, então dono de um dos primeiros boxes do mercado. É hoje administrado por uma associação de comerciantes que ocupam seus 96 boxes em uma área de 4 840 metros quadrados.

Tique-taque histórico 

No 3º andar de uma fábrica no limite entre a Lapa e a Vila Leopoldina está instalada uma das mais ricas coleções de relógios da cidade. Fundado em 1975, o museu leva o nome do professor Dimas de Melo Pimenta, precursor da coleção. Há várias raridades entre os quase 650 itens do acervo. Um dos mais queridos é o despertador que traz uma cafeteira italiana acoplada, febre na virada do século XIX para o XX. Há também um autêntico relógio-cuco vindo da Alemanha. Avenida Mofarrej, 840, Vila Leopoldina. Seg. a sex., das 8h às 17h, ☎ 3646-4000.

Coxia variada 

Teatro Cacilda Becker: idealizado nos anos 80 para suprir falta de espetáculos na região

Teatro Cacilda Becker: idealizado nos anos 80 para suprir falta de espetáculos na região (Sylvia Masini/Veja SP)

O Teatro Cacilda Becker foi idealizado no começo dos anos 80 para suprir a falta de salas de espetáculos na Zona Oeste da capital. saiu do papel em 1988 como o primeiro teatro municipal na região, com 198 assentos. Há nove anos, quando acolheu a celebração do aniversário de quatro décadas da morte da atriz, passou por uma reforma que ampliou o palco, atualmente com 65 metros, e rejuvenesceu a modesta fachada. A programação mescla espetáculos adultos e infantis. Rua Tito, 295, Lapa, ☎ 3864-4513.

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