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Morre Juvenal Juvêncio, ex-presidente do São Paulo

Cartola sofria há anos com um câncer na próstata e estava com a saúde debilitada 

Por Veja São Paulo 9 dez 2015, 10h07 | Atualizado em 5 dez 2016, 11h49
Juvenal Juvêncio
Juvenal Juvêncio (Luiz Carlos Murauskas/Folhapress/)
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O ex-presidente do São Paulo Juvenal Juvêncio morreu na manhã desta quarta (9) aos 81 anos. Havia anos o cartola lutava contra um câncer na próstata e sua saúde estava bastante comprometida. O velório será no Salão Social do estádio do Morumbi a partir das 15h desta quarta. O sepultamento está marcado para as 10h de quinta, no Cemitério do Morumbi.

O dirigente esteve no comando do time do Morumbi em dois períodos, totalizando quatro mandatos (1988 a 1990 e 2006 e 2014). Sob seu comando a equipe, conquistou três campeonatos brasileiros consecutivos, uma Copa Sul-Americana, uma Libertadores e Mundial de Clubes.

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No ano passado, ajudou a eleger Carlos Miguel Aidar para a presidência do clube, mas rompeu com o aliado. Em meio a uma crise no Morumbi, Aidar renunciou, dando lugar a Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. 

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Nascido em Santa Rosa de Viterbo, no interior do estado de São Paulo, Juvêncio atuou como advogado, foi investigador de polícia e deputado estadual.  

De personalidade histriônica e sem papas na língua, causou polêmica ao trocar farpas com o então presidente do Corinthians Andrés Sanchez sobre as disputas em torno do estádio sede paraq a Copa do Mundo em São Paulo. No bate-boca, disse que Sanchez teria o “mobral inconcluso”, em referência à baixa escolaridade do rival.

Em 2012, “matou” o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. “Ele acabou chegando [à CBF] pelo sogro [o ex-presidente da Fifa, João Havelange]. Tem gente que diz até que ele foi bom, trouxe a Copa etc. Mas eu acho que o Ricardo não é um homem do futebol. A partir daí, eu entendo que ele se foi. Não é agora que a gente vai falar dele porque ele se foi. A nossas posições eram [diferentes] quando ele era vivo, mas ele se foi”.

Em nota o São Paulo lamentou a perda do ex-dirigente e afirmou se solidarizar “com familiares, amigos e admiradores nesse momento de dor”. 

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