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Políticos são malhados como Judas no Sábado de Aleluia

Dilma Rousseff, Fernando Haddad e Aécio Neves foram alguns dos que tiveram seus bonecos confeccionados - e depois destruídos

Por Veja São Paulo - Atualizado em 1 Jun 2017, 16h58 - Publicado em 4 Apr 2015, 17h42

Como manda a tradição, este Sábado (4) de Aleluia é dia dia de malhar Judas Iscariotes, aquele que vendeu Jesus para ser crucificado.

Em todo o Brasil, políticos e outros ligados às investigações de corrupção na Petrobras se tornaram o principal alvo das pauladas. 

Na Rua Lavapés, no bairro do Cambuci, a presidente Dilma Rousseff esteve entre os representados. Seu boneco foi ornamentado até com uma bolsa vermelha. O prefeito Fernando Haddad lhe fazia companhia, assim como Nestor Ceveró, diretor da Petrobras investigado na Operação Lava-Jato.

A malhação, porém, teve abrangência suprapartidária. Rival da petista nas últimas eleições presidenciais, o tucano Aécio Neves também acabou na lista. Abaixo da foto de seu rosto, um texto manuscrito dizia ao final: “PSDB tem inveja do PT. Fora, Aécio. Deixa a Dilma trabalhar.”

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Nordeste

Na região Nordeste, onde Dilma já desfrutou de grande popularidade, ela também teve seu “Judas” destruído. Bonecos da petista e do ex-presidente Lula são os que têm mais saída entre os vendedores ambulantes de Fortaleza. A ambulante Maria das Candeias vendeu neste sábado (4) quatro bonecos representado a presidente Dilma e o último – de um estoque que fez de dez – do ex presidente Lula. “Só resta uma Dilma e não tenho mais nenhum Lula. São os que estão saindo mais. Ontem (3) vendi dez Dilma e cinco Lula”, disse Maria.

Cada boneco custa R$ 100,00. A movimentação de compradores na esquina das avenidas Washington Soares com Oliveira Paiva onde Maria expõe os bonecos era grande, por ali ser o caminho das praias de Fortaleza e Aquiraz, onde fica o Beach Park.

Jean Carlos Alves, o Zé do Judas, já havia comercializado quase todos nos dias anteriores ao sábado de aleluia. Dos 200 bonecos que ele fabricou este ano, 90% faziam referência a políticos envolvidos na Operação Lava Jato.

(Com Estadão Conteúdo)

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