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“Jogos Vorazes”: violência explícita e reality show

Filme com estreia mundial em 23 de março quer herdar de “Crepúsculo” o posto de franquia de sucesso entre os adolescentes

Por Bruno Machado 14 mar 2012, 18h45 | Atualizado em 5 set 2025, 16h36

Seguindo os passos de séries de sucesso como “Harry Potter” e “Crepúsculo”, “Jogos Vorazes” sai das páginas dos livros e chega aos cinemas, sob direção de Gary Ross. A estreia mundial está marcada para o próximo dia 23, em meio a ansiedade dos fãs, principalmente nos Estados Unidos. As semelhanças entre as franquias, no entanto, param por aí.

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Esqueça os bruxos inofensivos ou os vampiros que brilham no sol. Pouco conhecida no Brasil, a série escrita por Suzan Collins apresenta um futuro distante, pós-apocalíptico, em que a fome impera e a violência foi banalizada. Nessa realidade, o mundo, dividido em distritos, vive na mais completa miséria e deve tributos à Capital. Esta, que muito lembra os tempos de opulência e hedonismo do Império Romano, é responsável por distribuir suprimentos aos distritos em troca de tributos.

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Como na lenda de Teseu, que penetra no labirinto do Minotauro, os tributos devidos pelos distritos são jovens, de 12 a 18 anos, obrigados a entrar numa arena e digladiar até a morte. A diferença da Antiguidade para esse futuro hipotético é que agora esses jogos – que dão nome ao filme – são televisionados à maneira de um reality show.

A despeito da violência explícita (ou por causa dela), o primeiro livro da série – são três ao todo – já vendeu mais de 13 milhões de exemplares nos EUA. No Brasil, a vendagem ainda continua tímida, cerca de 80 mil. A Editora Rocco, que publica a obra, aposta no lançamento da história nos cinemas para turbinar as vendas.

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Se o livro reflete a banalização da violência e a sua exploração pelos meios de comunicação, através da protagonista Katniss Everdeeen, o filme, protagonizado por Jennifer Lawrence (de “X-Men: Primeira Classe” e “Inverno da Alma”), falha em não abordar criticamente a chacina de jovens em nome da sobrevivência, mas sobretudo, da audiência. Mais do que tratada com naturalidade, a violência em “Jogos Vorazes” passa por um processo de espetacularização. O resultado não é um sucesso unânime e já está no alvo dos censores: no Reino Unido, a classificação indicativa do filme está sob revisão – originalmente, “Jogos Vorazes” estava indicado para maiores de 13 anos – devido às cenas mais agressivas e sanguinolentas.

Se a moda vai pegar por aqui, ainda não se sabe, mas a Lionsgate, que produz a série, investe pesado para conseguir um novo hit: estão previstos mais três filmes, que devem ser lançados até 2015 sendo que o próximo título, “Em Chamas”, está programado para ser lançado em novembro do ano que vem.

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