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Após reinauguração, marquise do Ibirapuera passará por reparos

Menos de 24h após inauguração, trechos foram interditados devido a goteiras e inundações; obra durou quase três anos e custou R$ 14 milhões

Por Bruna Ribeiro
Atualizado em 14 Maio 2024, 14h19 - Publicado em 6 dez 2012, 12h23

Após quase três anos de reforma a um custo de cerca de R$ 14 milhões, a marquise do Parque do Ibirapuera passará por reparos. Menos de 24 horas depois da reinauguração, na sexta-feira (14), surgiram goteiras e poças d’água em alguns trechos do local, que sofreu novas interdições.

Segundo o secretário-adjunto da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), Luiz Ricardo Santoro, três pontos de vazamento foram interditados para garantir a segurança dos frequentadores. Um deles ocorreu devido à tubulação entupida, que já foi desobstruída. “Nos outros dois pontos, houve uma pequena falha de execução, mas isso é resolvido em três horas de serviço, desde que não chova”, disse Santoro. “Foi uma falha na massa e não na impermeabilização. Por isso apareceram as goteiras, que serão corrigidas pela empresa responsável pela obra. Não haverá custo, pois está na garantia”.

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Novas regras

A marquise foi reinaugurada com novas regras de utilização e convivência para os os pedestres, ciclistas, skatistas e patinadores. De acordo com a Siurb, os pedestres são orientados a circular apenas pelas extremidades da marquise. Isso irá beneficiar skatistas e patinadores, que podem praticar os esportes de segunda a sábado, nas áreas centrais, demarcadas exclusivamente para eles. Aos domingos e feriados, a prática dessas atividades será permitida até as 12h e após as 18h, também nas áreas demarcadas.

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Mas nem todos foram beneficiados pelas novas regras. Os ciclistas poderão utilizar a marquise apenas como passagem, dando prioridade para utilização da ciclovia e ciclofaixa do parque. A prática de longboard (tipo de skate que utiliza uma prancha maior) também não será permitida na marquise – sendo transferida para a ladeira do Bosque das Araucárias e Alameda do Lago (próxima ao portão 10).

As novas regras serão transmitidas aos usuários do parque por meio de comunicação visual impressa no chão e nas pilastras da Marquise. Elas foram elaboradas em conjunto com a Confederação Brasileira de Skate, a Associação Mundial de Freestyle Skateboard e representantes dos patinadores do parque. Para Edson Scander, vice-presidente da confederação, a medida irá evitar muitos acidentes e beneficiará a prática do skate. “Como pedestres não vão mais caminhar no meio dos skatistas, não teremos mais receio de ‘trombar’ com alguém”, disse Scander. “Eu creio que, na verdade, estamos organizando a prática esportiva no local.”

Projeto de Niemeyer

O Parque do Ibirapuera é a obra mais popular em São Paulo do arquiteto Oscar Niemeyer, morto aos 104 anos na quarta (5), no Rio. Por lá, passam pelo menos 200 mil pessoas aos finais de semana. Em 1,6 milhão de metros quadrados, o parque recebe os mais variados grupos de paulistanos, como esportistas, crianças e apreciadores de cultura, nos seis museus espalhados pelo local. “Não deu tempo [de Niemeyer presenciar a inauguração], mas o importante é que o projeto dele foi respeitado”, disse o secretário-adjunto da Siurb (Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras), Luiz Ricardo Santoro.

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Segundo Santoro, o primeiro objetivo da obra foi sanar os danos estruturais, pois não houve uma reforma ao longo do tempo. É a primeira em 50 anos. Com isso, veio a restauração. “A ideia é trazer à marquise o projeto original do Niemeyer, porque ao longo dos anos foram feitas alterações que o descaracterizaram.” Santoro explicou que as antigas luminárias retangulares foram substituídas por algumas de LED, que remetem à configuração original projetada pelo arquiteto. No piso, também foi feita a mesma paginação de quase 60 anos atrás e toda a estrutura foi impermeabilizada.

O professor da Faculdade de Arquitetura do Mackenzie Sami Bussab explicou que, no projeto original, a marquise de 27 mil m² não tinha nenhuma ocupação, como o MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) e os quiosques. Segundo ele, a área era destinada à ligação entre diversos edifícios, que abrigavam exposições na celebração do quarto centenário de São Paulo, em 1954 – festividade que motivou a construção do parque. 

“A marquise é até hoje um ícone em São Paulo, porque o parque do Ibirapuera não se tornou um parque regional, mas um parque da cidade. Vem gente da cidade inteira. A área é usada para diversas finalidades, pelo pessoal do skate, para feiras e também para o lazer.”

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