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Igreja centenária é destruída por desabamento de prédio no centro

O incêndio que causou o desabamento de um prédio de 26 andares no centro atingiu também uma das sedes da Igreja Evangélica Luterana de São Paulo

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 1 Maio 2018, 11h09 - Publicado em 1 Maio 2018, 10h59

O incêndio que causou o desabamento de um prédio de 26 andares no centro na madrugada desta terça (1º) atingiu também uma das sedes da Igreja Evangélica Luterana de São Paulo. De acordo com o pastor Frederico Carlos, “praticamente sobraram o altar e uma torre”.

“Todo o telhado da igreja foi comprometido, o forro de madeira original de 1908, a parede direita com vitrais que foram confeccionados por um dos maiores vitralistas do Brasil. Foram preciosidades artísticas que se perderam. 80% no mínimo do prédio. Não sei como está o órgão de 1 000 tubos, da mesma idade da igreja”, revelou o pastor em entrevista ao Bom Dia Brasil.

O templo foi construído em estilo neogótico e inaugurado em 25 de dezembro de 1908. Foi tombado pela Conpresp em 1992 e pelo Condephaat em 2012. Guilherme von Eÿe, seu arquiteto, também assinou o projeto do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. O prédio ocupa uma área de 1 012 metros quadrados e tinha pavimento térreo de 465 metros quadrados. Entre 2012 e 2013, passou por uma reforma interna.

Uma das preciosidades da Igreja Evangélica Luterana de São Paulo era um órgão que, originalmente, tinha 12 registros e 620 tubos. Reformas no instrumento aumentaram o número de tubos para 1 900 (em 1956) e 1 946 (em 1995). Os vitrais do endereço também eram outra atração. Eles retratavam o Selo de Lutero, símbolo do luteranismo, e foram produzidos pela Casa Conrado, do vitralista Conrado Sorgenicht, autor dos vitrais do Mercado e do Teatro Municipal de São Paulo. Confira a repercussão:

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