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Boulos é alvo de críticas após reclamar de valor do estacionamento do Ibirapuera

"Privatizada e para quem pode pagar", escreveu o candidato. "Nunca vou ser contra cobrança de carro", comentou usuário do Twitter

Por Redação VEJA São Paulo 5 nov 2020, 19h08

Guilherme Boulos, candidato do PSOL na disputa da prefeitura de São Paulo, foi alvo de críticas de alguns eleitores após publicar um tweet em que questiona a cobrança de estacionamento no Parque Ibirapuera.

A partir de sexta-feira (6) as cerca de 1 080 vagas para carros no interior do parque serão geridas pelo grupo Indigo. O Ibirapuera foi concedido para a iniciativa privada no último mês. Anteriormente as vagas já eram pagas, por meio da Zona Azul, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Parar o carro por ali custava 5 reais a cada duas horas das 10h às 20h durante a semana e das 8h às 18h durante o final de semana.

Com a mudança de gestão, as vagas passam a ter preço único de 10 reais durante a semana e 12 reais durante os finais de semana, com tolerância de 15 minutos, conforme antecipou a Vejinha. Pelo Twitter, Boulos falou sobre a nova tarifa. “A partir de agora, os paulistanos vão pagar 12 reais de estacionamento nos finais de semana para visitar o parque. Privatizada e para quem pode pagar: esse é o projeto dos tucanos para SP”, disse ele, em referência a concessão do equipamento público, que se iniciou durante a gestão de João Doria e foi concretizada por Bruno Covas (ambos do PSDB).

Nos comentários, simpatizantes do candidato criticaram a fala. “A cobrança é para estacionar um carro, não para adentrar ou usufruir do parque. Eu nunca vou ser contra cobrança de carro, incentivos diretos para o seu desuso é exatamente o que precisamos no mundo hoje. Esperava mais de você nesse ponto, Boulos”, escreveu Eduardo Castro.

“Eu vou votar em você Boulos, mas acho justa a cobrança em estacionamentos”, disse a cantora Bivolt.

A Vejinha procurou a assessoria do candidato. O espaço está aberto para manifestação.

 

 

 

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