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Grupo é preso suspeito de preparar atentado nas Olimpíadas

Os dez detidos, todos brasileiros, fizeram juramento ao Estado Islâmico pela internet. Outros dois integrantes já foram rastreados pela Polícia Federal

Por Veja São Paulo Atualizado em 27 dez 2016, 16h37 - Publicado em 21 jul 2016, 12h56

Dez brasileiros foram presos na manhã desta quinta-feira (21) pela Polícia Federal suspeitos de planejar ações terroristas nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Os Jogos começam no dia 5 de agosto. A ação foi realizada em conjunto com o serviço de inteligência de outros países.

Cada um dos integrantes do grupo foi detido em um Estado diferente: Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.  Em entrevista coletiva, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou que o suposto líder é de Curitiba. Outros dois membros já foram rastreados pela polícia e devem ser presos em breve, segundo ele.

De acordo com Moraes, os doze já vinham sendo monitorados pela PF havia alguns meses. A maioria dos suspeitos não se conhecia ao vivo, e se comunicava via WhatsApp ou pelo aplicativo Telegram. Apenas quatro deles se encontravam pessoalmente; e dois já tinham sido condenados a seis anos de prisão por homicídio. 

Eles fizeram um juramento ao Estado Islâmico via internet, em um site que disponibiliza uma gravação do texto que deve ser repetido a quem deseja fazer parte do grupo extremista, mas ainda não tinham feito qualquer contato direto com a organização. “O suposto líder brasileiro pretendia ir ao exterior angariar fundos para os atos terroristas e se encontrar com algum integrante do Estado Islâmico, mas acabou desistindo da ideia por falta de recursos financeiros para viajar”, disse Moraes.

O mesmo sujeito teria tentado comprar um fuzil AK-47 em um site paraguaio. “Acreditamos que esta seja uma célula amadora”, contou o ministro. “Profissionais não iriam tentar comprar uma arma desse porte pela internet”, relatou. 

Os supostos terroristas não tinham planos de fazer algum atentado a bomba, nem falavam de alvos específicos. Seu objetivo era investir em um ataque armado. Uma das evidências disso foi o fato de terem comemorado, por trocas de mensagens de WhatsApp, o atentado de Orlando, em junho, realizado com armas de fogo.

A operação, batizada de Hashtag, monitora ao todo cem suspeitos no Brasil de planejar atos terroristas durante as Olimpíadas. 

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