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Greve de pilotos cancela voos em todo o país

Segundo a Infraero, foram registrados 42 cancelamentos entre a 0h e as 7h

Por Estadão Conteúdo 3 fev 2016, 08h46 | Atualizado em 5 dez 2016, 11h40
Congonhas
Congonhas (Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem/)
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Com a greve de pilotos e comissários de voo na manhã desta quarta (3), os aeroportos do Brasil registraram 42 cancelamentos de voos entre as 6h e as 7h, todos eles domésticos, de acordo com informações da Infraero.

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Ao todo, a Infraero contabilizou 297 movimentações domésticas entre meia noite e 7h, das quais 40 registraram algum tipo de atraso (13,5% do total) e 42 foram canceladas (14,1%). O aeroporto de Recife concentra o maior número de atrasos (10), enquanto o terminal de Congonhas (São Paulo) foi ocontribuiu teve mais cancelamentos  (12).

Entre os 36 atrasos em voos domésticos verificados entre as 6h e as 7h, dez ocorreram no terminal de Recife, sete em Porto Alegre, seis em Fortaleza, quatro em Congonhas, três em Brasília (DF), dois em Curitiba , dois em Santos Dumont (Rio de Janeiro), um em Campinas (SP) e um em Vitória.

Os dados dizem respeito aos aeroportos da Rede Infraero e dos terminais de Brasília, Campinas e Rio de Janeiro, que foram concedidos à iniciativa privada. As informações dos aeroportos de Guarulhos (SP) e Confins (MG) não fazem parte do balanço da Infraero. Entre os voos internacionais, não foram registrados atrasos ou cancelamentos em nenhum dos aeroportos entre a 0h e as 7h de hoje.

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Segundo a GRU Airport, administradora do aeroporto de Guarulhos, o terminal registrava, até as 7h, um voo cancelado e quatro atrasos. Já a BH Airport, concessionária do terminal de Confins, informa que o aeroporto contabilizava cinco voos atrasados.

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Paralisação

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) informou na última sexta-feira (29) que pilotos e comissários de voo entrariam em greve hoje, entre 6h e 8h da manhã, nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont, Galeão, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza.

Os trabalhadores do setor reivindicam reajuste salarial de 11% retroativo à data-base de primeiro de dezembro de 2015. A última proposta das empresas aéreas oferecia reajustes parcelados (3% em fevereiro de 2016, 2% em junho e 6% em novembro), sem serem retroativos. Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), afirma que, desde o início das negociações com as representações sindicais, seis propostas foram apresentadas, mas todas foram recusadas.

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O Snea também ressalta que, nos últimos dez anos, as aéreas promoveram, automaticamente, o reajuste dos salários na data-base de dezembro pelo INPC, e que nesse período ao final das negociações foi concedido reajuste acima da inflação apurada.

Ontem, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) acatou um pedido de medida limitar solicitado pelo SNEA, determinando que os aeronautas e aeroviários mantenham 80% do efetivo enquanto durar a greve. A decisão do TST ainda fixa multa diária de R$ 100 mil caso haja descumprimento da decisão.

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“O movimento está dentro do programado”, disse o presidente do SNA, Comandante Adriano Castanho, em entrevista ao Broadcast, sem dar números oficiais da adesão. Quanto à decisão do TST, o presidente do sindicato afirma que o movimento foi construído de modo a cumprir a determinação. “Vamos manter um efetivo mínimo, de 70% a 80%. Dos três mil voos no País, menos de 300 serão impactados”.

Em nota, a TAM afirma que “está empenhada em mitigar ao máximo os impactos aos passageiros, alheios à sua vontade e, sobretudo, em oferecer o melhor atendimento diante da situação”. Já a Gol diz que a operação da empresa foi impactada, gerando alguns atrasos e cancelamentos. “A Gol ressalta que não está medindo esforços para normalizar a situação o quanto antes e vem adotando todas as medidas possíveis para minimizar os impactos aos seus clientes”, afirma a empresa por meio de nota.

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