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Greve na rede privada: professores de escolas particulares aprovam paralisação

Sindicato patronal acredita que a adesão será baixa; profissionais pedem suspensão das aulas presenciais

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 8 mar 2021, 15h07 - Publicado em 8 mar 2021, 15h04

O sindicato dos professores (Sinpro) aprovou em uma assembleia no último sábado (6) a greve dos profissionais da rede particular para quinta-feira (11). De acordo com a categoria, a paralisação vai ocorrer caso as atividades presenciais não sejam suspensas.

O sindicato patronal das escolas particulares terá 48h para tentar negociar condições que evitem a paralisação. Para a Vejinha, o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), Benjamin Ribeiro da Silva, disse que não houve até o momento negociação com a categoria pela entidade acreditar que a adesão à greve será baixa. “Eles não vão conseguir mobilizar a maioria dos professores das escolas particulares. Eu tenho certeza que a grande maioria quer dar aula”, disse.

O Sinpro afirma que caso as tentativas de negociações fracassem, a greve começa com a suspensão das atividades presenciais e a manutenção das aulas remotas. Uma nova assembleia será realizada pela entidade no dia da greve, 11 de fevereiro, às 19h.

Entre as reivindicações, a testagem de toda a comunidade escolar para a Covid-19, máscaras do tipo N95 e maior divulgação das escolas dos casos de contaminação.

FASE VERMELHA

No último sábado, 6 de fevereiro, todo o estado de São Paulo entrou na Fase Vermelha do Plano São Paulo, a fase mais restritiva da diretriz da reabertura econômica durante a pandemia da Covid-19: é permitido o funcionamento apenas de serviços considerados como essenciais.

A reabertura das escolas para atividades presenciais, no entanto, não foi desautorizada. Desde o início do ano as entidades privadas podem receber alunos nas salas de aula com ocupação de no máximo 35% do ambiente, uso de máscaras e outras medidas de prevenção à Covid-19.

 

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