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Gordos e ex-gordos falam sobre suas dificuldades

"Antes de perder 60 quilos, eu entrava em restaurantes preocupada com o trajeto da mesa até o banheiro", diz a diretora de TV Leonor Corrêa

Por Daniel Bergamasco - Atualizado em 1 jun 2017, 18h23 - Publicado em 25 nov 2011, 19h10

COM A PALAVRA, OS GORDOS…

“São muitas as praças de alimentação com mesas e assentos fixos, sem espaço. Outro dia, levei um grupo de amigos a um restaurante do centro. Como o mobiliário era assim, tivemos de ir a outro lugar.”

Sérgio Montes, 33 anos, o DJ Catatau 

“O preconceito das lojas é impressionante. Não entendo por que mesmo grandes redes de departamentos que têm roupas de tamanhos maiores jamais colocam uma manequim gordinha na vitrine. A cliente plus size não tem bola de cristal e acaba se sentindo tímida para entrar. Perde-se um mercado incrível.”

Renata Vaz, 29 anos, criadora do blog Mulherão e do Fashion Weekend Plus Size+ O aperto dos gordinhos: como vivem os obesos em São Paulo

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Ana Helena Patrus
Ana Helena Patrus

“No trabalho, convivo com a curiosidade das pessoas. De vez em quando, alguém pergunta como posso estar tão acima do peso sendo cirurgiã plástica. Meu problema é principalmente genético e não fico chateada, mas acho que quando eu emagrecer minha autoestima vai melhorar. Perdi 17 quilos em um tratamento recente e agora falta me livrar de mais uns 40.”

Ana Helena Patrus, 47 anos, dona da Clínica Santé 

Carlos Miranda - capa 2245
Carlos Miranda – capa 2245

“Passo vergonha em lojas porque tenho o hábito de me apoiar no balcão de vidro. Peso uns 140 e tantos quilos, e a placa não aguenta, né? Outro dia, fui comprar tênis em uma loja da Vila Madalena e, quando me encostei, o apoio quebrou na hora.”

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Carlos Miranda, 49 anos, produtor musical

…E TAMBÉM OS QUE EMAGRECERAM 

Leonor Corrêa - capa 2245
Leonor Corrêa – capa 2245

“Antes de fazer a cirurgia de estômago e perder 60 quilos, eu entrava em restaurantes preocupada com o trajeto da mesa até o banheiro. Em muitos lugares, a distância entre as cadeiras era mínima e quando eu passava se formava uma espécie de ola, com todo mundo tendo de se levantar para eu passar.”

Leonor Corrêa, 48 anos, diretora de TV

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Celinho - capa 2245
Celinho – capa 2245

“Com a redução do meu peso de 155 para 100 quilos, após operação bariátrica feita há cinco anos, o melhor foi pegar avião sem tanto aperto. Já comprei assento na saída de emergência para ter mais espaço, mas fui retirado porque acharam que não teria agilidade se algo acontecesse. O pior era quando pedia discretamente o extensor do cinto e a aeromoça vinha perguntando de longe para quem era o acessório.”

Celinho, 43 anos, membro da banda Fat Family

Giancarlo Marcheggiani - capa 2245
Giancarlo Marcheggiani – capa 2245

“Acostumado a andar de ônibus na Itália, tive de desistir da ideia aqui, depois de ficar entalado algumas vezes na roleta. Não conseguia seguir em frente nem voltar, o que era bastante humilhante, algo que só acabou depois que perdi quase metade de meu peso com a cirurgia de estômago.”

Giancarlo Marcheggiani, 54 anos, chef do Italy

 

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