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Gilberto Barros é condenado por homofobia e terá que pagar multa

"Não tenho nada contra, mas eu também vomito", disse o apresentador ao se referir a beijo entre pessoas do mesmo sexo; cabe recurso

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 3 fev 2022, 11h41 - Publicado em 3 fev 2022, 11h39

O apresentador Gilberto Barros foi condenado por homofobia após um comentário em seu programa do YouTube, “Amigos do Leão”, em setembro de 2020. A Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania de São Paulo fixou multa de R$ 32 000 ao comunicador. A informação foi divulgada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo

Na ocasião, Gilberto Barros disse que quando trabalhava na Rádio Globo, nos anos 1980, tinha que presenciar “beijo de língua de dois bigodes”, porque havia uma balada voltada ao público LGBTQIA+ em frente à emissora.

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“Não tenho nada contra, mas eu também vomito. Eu sou gente, ainda mais vindo do interior. Hoje em dia, se quiser fazer na minha frente, faz. Apanha os dois, mas faz”, disse ele. 

“Os comentários proferidos pelo denunciado [Barros], inclusive, num tom pejorativo e de aversão, foram preconceituosos e ofensivos, atentando à honra e dignidade da pessoa humana”, disse a comissão em decisão que fundamentou a pena, que tem como base a lei estadual 10. 948 que pune casos de discriminação.

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O texto também diz que o apresentador incitou “o ódio e violência contra a população LGBTQIA+” e atribuiu “uma conotação negativa e de repúdio à demonstração de carinho entre pessoas do mesmo sexo”.

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A defesa de Gilberto Barros, segundo o documento, disse que ele possui amigos LBGTQIA+, não teve a intenção de discriminar e não se dirigiu a um indivíduo específico. Mas o órgão disse ser “irrelevante o fato de o denunciado conviver diariamente e ter laços de amizade com pessoas das mais diversas orientações sexuais”.

Gilberto Barros pode entrar com recurso. Ele não se manifestou sobre a decisão até o momento.

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