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Fretados banidos

Ônibus particulares são proibidos de circular em área central a partir do dia 27

Por Filipe Vilicic 18 set 2009, 20h26 | Atualizado em 5 dez 2016, 19h32

A notícia quase derrubou de suas poltronas reclináveis os usuários de ônibus fretados da cidade. Com o objetivo de tentar melhorar o caótico trânsito paulistano, a prefeitura determinou que, a partir do dia 27, aproximadamente 1 300 desses veículos deixem de circular em uma área de 70 quilômetros quadrados. A restrição vale para o período entre 5 e 21 horas. Vias como a Avenida Paulista, que hoje recebe diariamente 450 fretados, e a Avenida Luís Carlos Berrini, por onde passam outros 200, estão dentro da região proibida. “A iniciativa vai dar fluidez às vias e valorizar o transporte público”, afirma o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes. “Eles atravancam o trânsito parando em esquinas, em pontos de ônibus e em fila dupla.” Os fretados poderão estacionar em treze bolsões. De lá, haverá opções de transporte público para atender os cerca de 50 000 passageiros afetados.

Para viabilizar a fiscalização, todos os ônibus devem se cadastrar no Departamento de Transporte Público (DTP). Dessa forma, os radares vão distinguir, pela placa, os que ainda poderão circular, como os de transporte escolar e turísticos (veja algumas regras no quadro abaixo). Os veículos que não respeitarem a medida estarão sujeitos a multa de 85,13 reais. Clandestinos correm o risco de ser apreendidos, além de receber multa de 3 400 reais. A zona restrita dispõe de 39 aparelhos com leitores automáticos de placas. Está prevista a instalação de mais sessenta radares até o fim do ano. Quase 500 fiscais do DTP, da São Paulo Transportes (SPTrans) e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) serão destacados para a fiscalização.

Os empresários do setor e os passageiros, é claro, não gostaram. “Além de prejudicar nosso faturamento, a regra piora o trânsito”, diz Jorge Miguel dos Santos, diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento e para Turismo de São Paulo e Região (Transfretur). “Calculamos que cada ônibus particular retire das ruas vinte automóveis.” Para Santos, a maioria dos usuários de fretados, que pagam cerca de 250 reais mensais pelo serviço, não deve optar pelo transporte público após a restrição. “Nosso cliente tem boas condições financeiras e gosta de conforto e praticidade.”

Entenda a medida

A Zona de Máxima Restrição à Circulação de Fretados tem 70 quilômetros quadrados e abrange vias como as avenidas Paulista, Ibirapuera e Rebouças.

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Fretados que levam passageiros para escolas, seminários, pontos turísticos, hospedagens e eventos religiosos ou culturais estão livres da proibição.

Ônibus particulares devem se cadastrar no Departamento de Transporte Público para circular na cidade. Clandestinos estão sujeitos a multa de 3 400 reais e apreensão do veículo.

Os que transitarem em áreas e horários proibidos receberão multa de 85,13 reais.

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Treze bolsões de embarque e desembarque recebem os fretados fora do perímetro de proibição. A partir desses pontos, os passageiros podem utilizar o transporte público para chegar a seu destino.

A prefeitura criará sete novas linhas de ônibus para atender à demanda dos passageiros nos horários de pico (das 5h às 9h e das 16h30 às 21h).

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