Clique e assine por apenas 6,90/mês

Se meu talãozinho falasse

Cidade tem 2.400 operadores de trânsito, os “marronzinhos”. Reunimos cinco deles para discutir impressões sobre os motoristas

Por Daniel Bergamasco - Atualizado em 5 dez 2016, 17h09 - Publicado em 26 Maio 2012, 00h50

“O que mais irrita é esse papo: ‘Eu sei que é vaga para idoso, mas parei só um minutinho’. Não dá, tem de cumprir a regra”
“Tem gente que fala em ‘indústria de multas’, mas muitos querem é que fiscalizemos mais e apontam: ‘Olha aquele lá, parado onde não pode’”
+ O que os paulistanos pensam sobre o trânsito da cidade
+ Raquel Oguri faz observações sobre nossa selva de lata em seu livro
“Nessa campanha de preferência aos pedestres, se não estamos em cima, sabemos que poucos são os que a respeitam”
“Nossa presença deixa o infrator nervoso e ele se denuncia. Tenta fugir ou se esconder e chama ainda mais atenção”
“Uma vez, estava em uma van cheia de marronzinhos… O motorista, ao celular, se apavorou e jogou o aparelho no chão”
“O pior são os motoqueiros que conseguem encobrir a placa e ainda passam mostrando a língua”
“Na periferia, o respeito às regras é muito, mas muito menor”
“Uma vez, tinha meninas histéricas na calçada. Era o ex-jogador Raí, usando celular ao volante. Fiz minha obrigação: anotei a placa na hora”
“Já o Silvio Santos é conhecido por cumprir as leis e ser simpático”
“Levamos muita cantada, como ‘me multa, delícia!’. É o efeito do uniforme”
“O tipo de atropelado que mais prolifera é o cara que trocou o carro pela moto para chegar mais rápido ao trabalho, mas não tem as ‘manhas’ ”
“No começo da carreira, chamei socorro avisando que havia um atropelado com massa encefálica saindo pela boca. Veio até helicóptero! Quando o resgate chegou, o bombeiro tirou a dentadura dele e me mostrou: era uma coxinha que ele estava mastigando”
Aprova o trabalho dos agentes de trânsito?Sim 15%
Não 85%
FONTE: Departamento de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Abril Mídia

Publicidade