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Ele preside ONG referência no tratamento de paralisia cerebral

Desde 2010, Flavio Padovan comanda a equipe da Cruz Verde, que faz 1 800 atendimentos por mês

Por Ana Carolina Soares 22 dez 2016, 18h00 | Atualizado em 5 set 2025, 08h57
Cruz Verde – Flávio Padovan
“É impossível ficar indiferente aos pacientes e às histórias de abandono”, diz Flavio Padovani (Foto: Leo Martins) (/)
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Em 1992, uma pane na Kombi da Associação Cruz Verde, que fica na Vila Clementino, atrapalhou o cotidiano da entidade, voltada para o atendimento gratuito de pessoas com paralisia cerebral. A voluntária Therezinha Padovan não teve dúvida: acionou o filho, Flavio Padovan, na época gerente de marketing da Volkswagen, para dar uma força.

Depois de alguns telefonemas, o executivo conseguiu que uma concessionária próxima desse um trato no veículo. A partir daí, ele se engajou na ação. “É impossível ficar indiferente aos pacientes e às histórias de abandono”, afirma o administrador, de 55 anos, 35 deles dedicados ao setor automobilístico.

Atualmente, ele tem um negócio próprio na área de consultoria empresarial, mas já atuou como diretor comercial da Ford e como CEO da divisão da América Latina da Jaguar Land Rover. “Tendo boa vontade, tempo a gente arruma”, diz. Incentivou ainda a mulher, Maria Teresa, e os três filhos a se engajar na causa — sua mãe continua com a mão na massa.

Em 2010, Padovan assumiu a presidência da Cruz Verde, fundada há 58 anos. Hoje, comanda 300 empregados, de áreas como neurologia, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e odontologia. A turma dá assistência a 204 pacientes internos, entre 2 e 40 anos, na sede da Zona Sul. Eles foram abandonados pelas famílias e vivem ali pelo tempo que precisarem.

Além do auxílio a esse grupo, a equipe faz 1 800 atendimentos por mês. Cerca de cinquenta voluntários põem para andar as recreações e atividades artísticas que ajudam a melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. A despesa mensal da ONG totaliza 1,1 milhão de reais. O Sistema Único de Saúde (SUS) cobre 60% dos custos. O restante vem de doações, eventos beneficentes e nota fiscal paulista.

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Padovan criou, em 2015, a campanha Dezembro Verde, em prol de pessoas com paralisia cerebral. Com isso, espera contribuições a fim de ampliar o ambulatório e o hospital. “A busca por essa verba é um dos maiores desafios da minha carreira”, afirma.

Associação Cruz Verde. Rua Doutor Diogo de Faria, 695, Vila Clementino, ☎ 5579-7335.

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