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Fisioterapeuta tem crise de sonambulismo e cai de janela de hotel

Talyssa Oliveira Taques, que atua na linha de frente contra a Covid-19, estava de folga; médicos apontam excesso de cansaço como causa

Por Redação VEJA São Paulo 22 fev 2021, 12h39

Talyssa Oliveira Taques, de 27 anos, fisioterapeuta que trabalha em Cuiabá, no Mato Grosso, estava passando um final de semana no Rio de Janeiro quando se acidentou gravemente, caindo do 3° andar de um hotel durante uma crise de sonambulismo. Nesta segunda-feira (22), ela completa 16 dias internada em um hospital particular da cidade. 

Talyssa havia viajado com a família para a cidade carioca para passar o período de folga após diversos plantões seguidos no antigo pronto-socorro de Cuiabá e no Hospital São Mateus. No entanto, devido ao cansaço acumulado, ela teve uma crise de sonambulismo e caiu do quarto onde estava hospedada. 

“Ela vinha de vários plantões e estava exausta. Segundo o neurologista do hospital, quando ela relaxou, teve uma crise de sonambulismo. Ela foi até a janela do hotel e escorregou. Para ela, estava indo ao banheiro”, contou Angélica Oliveira, mãe de Talyssa, ao G1. 

A família da fisioterapeuta fez uma vaquinha para transferi-la do Rio para o Mato Grosso. Angélica diz que a filha está no Hospital Albert Sabin, em Copacabana, pois faltam vagas em hospitais públicos do Rio de Janeiro. Mesmo com plano de saúde, o convênio não cobriu todo o atendimento e o custo já superou R$ 20 000. A transferência para o Mato Grosso custa cerca de R$ 89 mil. 

“Os honorários médicos e parte da cirurgia não teve cobertura. O plano trabalha através de reembolso. Temos que fazer esse acerto para que ela seja transferida para Cuiabá. Precisamos fazer a transferência de UTI aérea. Não tem condições de ir de avião normal, porque ela não está andando. Ela sangrou muito na cirurgia. Agora está com algumas complicações no pulmão”, explicou a mãe. 

Talyssa Oliveira Taques internada em hospital do Rio
Crise de sonambulismo: fisioterapeuta caiu de janela do hotel e está internada Arquivo pessoal/Veja SP

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) informou que o caso foi encaminhado à Central de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) para verificar a possibilidade de transferência de Talyssa. 

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