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Eliminado do BBB, Felipe Prior é acusado de estupro

Segundo as vítimas, crimes ocorreram entre 2014 e 2018; assessoria nega

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 3 Apr 2020, 16h12 - Publicado em 3 Apr 2020, 14h14

 

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Felipe Prior foi eliminado do BBB20 após uma disputa que contou com mais de 1,5 bilhão de votos na terça-feira (31). Nesta sexta-feira (3) uma reportagem da Marie Claire revelou acusações graves contra o arquiteto.

Sob sigilo, duas mulheres compartilharam relatos com a revista de dois supostos estupros praticados por Prior em jogos universitários no interior paulista entre 2014 e 2018. Outra relatou também uma tentativa de estupro no mesmo evento: o InterFAU, competição esportiva entre faculdades de arquitetura do estado de São Paulo. Prior é formado no curso pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A primeira vítima, identificada como Themis, relata que pegou uma carona com Prior após uma festa relacionada ao evento em agosto de 2014. No relato dado para a revista, ela afirma que estava embriagada e em um momento da viagem o rapaz a forçou a ir para o banco de trás do carro, onde ocorreu o estupro. Os depoimentos foram registrados pelas advogadas da vítima no Departamento de Inquéritos do Fórum Central Criminal em 17 de março de 2020, de acordo com a publicação.

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O documento afirma que Themis teve uma laceração no lábio vaginal esquerdo, após a suposta agressão. Depois de ser deixada em casa por Prior, conta que foi levada para um hospital pela mãe e foi atendida por três médicas, que ao notarem o ferimento, a questionaram sobre o que teria ocasionado, e a jovem, por sua vez, respondeu que tinha sido um namorado. Themis afirma que passou a ter crises de pânico que continuaram a ocorrer mesmo depois de um ano após o suposto estupro.

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Outro relato é de uma mulher com nome fictício de Freya. Na edição de 2016 do InterFAU, no município paulista de Biritiba-Mirim, ela afirma que foi vítima de uma tentativa de estupro de Prior enquanto estava embriagada. Após ela entrar na barraca do rapaz e perceber que não havia camisinha para relação sexual, se negou a continuar com o ato, mas Prior, segundo o relato, insistiu no ato sexual com agressividade, e após resistência da mulher, desistiu.

A terceira vítima foi identificada pela Marie Clare como Ísis. O caso, segundo a mulher, ocorreu em 2018, quando o evento se passou na cidade de Itapetininga. Ela afirma que entrou na barraca de Prior e teve relações sexuais, no início, consentidas, mas afirma que ele passou a agir de maneira violenta e Isís pediu para o que ato sexual se encerrasse: mesmo assim, ele teria continuado praticando-o à força.

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A assessoria de Prior não respondeu às acusações das mulheres, e chegou a negar os fatos em uma breve ligação telefônica. No dia 29 de março o perfil do Twitter do ex-BBB publicou um comunicado sobre acusações de assédio sexual que circulavam no Twitter contra o arquiteto. A reportagem da revista procurou o InterFAU, que afirmou que expulsou Prior das edições do evento após decisão tomada pela comissão organizadora em outubro de 2018.

“Devido ao recebimento de mais de uma notícia acusando-o de assédio, além de uma acusação de crime sexual, foi deliberada a expulsão permanente de Felipe Prior das demais edições”, diz o texto. “A Comissão reitera que toda forma de opressão é profundamente repudiada nos nossos eventos e que a Comissão tem trabalhado ano após ano para que todos os participantes se sintam seguros”.

NOTA OFICIAL

Posted by INTERFAU on Friday, April 3, 2020

 

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