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Felipe Neto se pronuncia após ser intimado por críticas a Bolsonaro

O filho do presidente, Carlos Bolsonaro, abriu notícia-crime por 'crime contra segurança nacional'; youtuber classificou líder como 'genocida'

Por Redação VEJA São Paulo 16 mar 2021, 09h57

Felipe Neto, que foi intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após criticar o presidente Jair Bolsonaro, foi às redes sociais para falar sobre o caso. O youtuber manteve a opinião e disse que houve tentativa de deixar a população com medo.

Quem abriu notícia-crime contra Felipe Neto foi o filho do presidente, Carlos Bolsonaro (Republicanos). A alegação foi de ‘crime contra a segurança nacional’. Neto alega que o que motivou o chamado foi ele ter classificado o presidente como ‘genocida’ pela forma com que conduz a pandemia do coronavírus no país.

Em vídeo, publicado na noite de segunda-feira (15), o youtuber disse que não pode usar outra palavra para se referir a quem tomou diversas atitudes não recomendadas pelos cientistas durante a crise sanitária da Covid-19. Ele lembrou os episódios em que Bolsonaro chamou a Covid de ‘gripezinha’, provocou aglomerações, contrariou governadores, condenou uso de máscaras, recomendou remédio ineficazes contra a doença e negou a compra de vacinas. “De que outra forma poderia chamar esse presidente? Não sobrava outra palavra”, disse Neto. 

Para ele, o objetivo da família Bolsonaro é intimidar os brasileiros. “Vou enfrentar, como sempre enfrentei, as tentativas de silenciamento por parte desse governo. Vou continuar nessa posição sem medo, porque esse é o objetivo principal dessas pessoas: a imposição do medo. Que você tenha medo. Eles sabem que eu tenho como me defender, que tenho recursos e não vai dar em nada essa acusação completamente descabida e ilegal. Mas eles querem propagar o medo. O povo não deve jamais ter medo do governo. O governo é que deve ter medo do seu povo”, afirmou.

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