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Madalena Leite, 1ª vereadora travesti de Piracicaba, é encontrada morta

Ela chegou ao cargo em 2012 com o segundo melhor desempenho do seu partido nas eleições municipais; corpo tinha marcas de violência

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 7 abr 2021, 15h30 - Publicado em 7 abr 2021, 15h27

A ex-vereadora de Piracicaba Madalena Leite foi encontrada morta nesta quarta-feira (7). De acordo com a Polícia Militar, o corpo apresentava sinais de violência. Primeira travesti eleita vereadora na história da cidade, ela tinha 64 anos.

Madalena chegou ao cargo em 2012 e teve o segundo melhor desempenho do seu partido, PSDB, nas eleições municipais. Em 2016, ela se afastou do posto após ser diagnosticada com um câncer de próstata e não tentou a reeleição. Sua explicação foi que, além dos problemas de saúde, as agressões racistas e homofóbicas sofridas nas redes sociais a motivaram a deixar a carreira política. 

Segundo o Boletim de Ocorrência, um vizinho encontrou o corpo de Madalena no sofá da sala da casa dela, por volta de meia-noite. Ele diz que entrou no imóvel pois o portão da frente estava somente encostado, e em seguida já acionou a polícia. Havia marcas de ferimento no rosto da ex-vereadora. 

Ainda não há suspeitos para o provável crime de homicídio. Na sala, foi visto um quadro com uma foto de Madalena que estava quebrado e papéis espalhados. Também não foi descoberto a motivação do possível assassinato. 

O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal. Registrado como homicídio, o caso está sob os cuidados do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba.

A prefeitura de Piracicaba lamentou ocorrido e destacou Madalena como uma figura emblemática da cidade.

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