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Acusado de estuprar Mari Ferrer tem absolvição confirmada na Justiça

Decisão sobre o caso envolvendo o empresário André Aranha foi emitida nesta quinta (7)

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 7 out 2021, 15h09 - Publicado em 7 out 2021, 15h06

André de Camargo Aranha, acusado de estuprar Mariana Ferrer, teve a absolvição confirmada por unanimidade em primeira instância no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

Os desembargadores que analisaram o pedido confirmaram a absolvição alegando falta de provas do crime. A defesa de Mariana ainda pode recorrer da sentença nos tribunais superiores.

Aranha foi acusado por Mariana Ferrer de estupro durante uma festa no Café de La Musique, em 2018: ela afirma que o empresário a dopou antes de cometer o estupro. A perícia encontrou sêmen de André e sangue de Mariana, mas não constatou a presença de álcool ou drogas.

André foi inocentado do crime pela primeira vez em setembro de 2020. O caso levou a expressão ‘estupro culposo’, após o promotor afirmar que o empresário não tinha como saber que a jovem não estava em condições de consentir com o ato, assim, não teria tido a “intenção” de estuprar, o que foi revelado pelo The Intercept Brasil.

Na audiência do caso, o advogado de Aranha, Claudio Gastão da Rosa Filho, humilhou a jovem durante o julgamento, afirmando que algumas fotos da jovem postadas nas redes sociais eram “ginecológicas” e que ele “jamais teria uma filha” no “nível” de Mariana. Quando a jovem começou a chorar o homem afirmou que “não adianta vir com esse teu choro dissimulado, falso e essa lábia de crocodilo”.

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O caso levou a uma investigação no Conselho Nacional de Justiça e a aprovação na Câmara dos Deputados do Projeto de Lei Mariana Ferrer, que coíbe a ofensa à vítima durante um julgamento.

Na última quarta-feira (6) Mariana compartilhou nas redes sociais laudos médicos com diagnósticos de estresse pós traumático, síndrome do pânico e transtorno depressivo que teriam sido decorrência do episódio de violência sexual.

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