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“Engenheiro civil formado” diz sofrer ameaças e nega intimidação

Homem diz que está com medo de sair nas ruas e confirma que recebeu auxílio emergencial do governo

Por Redação VEJA São Paulo 7 jul 2020, 09h27

O engenheiro que foi flagrado por matéria do Fantástico, da TV Globo, questionando a atuação de fiscais da Vigilância Sanitária relata sofrer ameaças. O caso veio à tona depois que o programa foi ao ar, no último domingo (5).

“Estamos hoje com medo da nossa integridade física. Desde o momento em que a reportagem foi ao ar as pessoas na internet começaram a nos ameaçar. Há 24 horas não dormimos, não comemos e só bebemos água. Estamos apavorados com tudo isso”, disse ele, que pediu para não ter o nome revelado, ao jornal Extra.

“Estamos recebendo ameaças por telefone. Estão nos xingando, nos ameaçando, estamos apavorados. Eu não esperava essa repercussão. Estamos com medo de sair na rua. Não queremos nem pensar em sair às ruas”, acrescentou ele, que estava acompanhado da mulher.

Auxílio emergencial

Na segunda (6), a imprensa noticiou que o nome do rapaz consta na lista de beneficiários do auxílio emergencial. Ao jornal, o homem confirmou que solicitou o benefício. “Eu recebei, sim, os R$ 600 porque estava desempregado. Consegui emprego no meio da pandemia. Se for necessário, eu devolvo. Entendo que essa medida emergencial se aplica a pessoa que precisa. Naquele momento era o meu caso”, revelou.

“Cidadão, não. Engenheiro civil formado e melhor que você”

A mulher se dirigiu de forma grosseira e desrespeitosa a Flávio Graça, superintendente de Inovação, Pesquisa e Educação em Vigilância Sanitária, Fiscalização e Controle de Zoonoses da Prefeitura do Rio de Janeiro. “Cidadão, não. Engenheiro civil formado e melhor que você”, rebateu ela quando o profissional orientava que as pessoas deveriam evitar aglomerações como forma de conter o coronavírus.

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Horas depois, a Taesa informou que demitiu a mulher, uma engenheira química de 39 anos. O caso teve enorme repercussão nas redes sociais.

O engenheiro diz que pretender abrir um Boletim de Ocorrência e pensa em pedir proteção ao estado por meio do programa de proteção à testemunha. Ele nega ter intimidado os funcionários. “Em nenhum momento houve agressão ou intimidação. Eu não tinha essa intenção. Como a mídia estava lá gravando, estávamos cansados (depois de um dia de trabalho) e havíamos acabado de ser expulsos do restaurante, ficamos exaltados. Volto a dizer: em nenhum momento houve agressão”, disse.

“Quis questionar a metodologia da medição e o fiscal disse que era para eu procurar a superintendência para ver como era o método estabelecido. Então, eu me exaltei e disse que eu era o chefe dele, porque pagava meus impostos”, contou.

 

 

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