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Acusado de matar Daniel Corrêa ligou para mãe de jogador dias após o crime

Objetivo da conversa era dar os pêsames. Filha de empresário suspeito também teria trocado mensagens com a tia da vítima

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 3 nov 2018, 15h38 - Publicado em 3 nov 2018, 15h36

Na segunda (29), dois dias após a morte do meia Daniel Corrêa, ex-São Paulo e que atuava emprestado pelo São Bento, o empresário Edison Brittes Júnior ligou para a mãe do jogador para dar os pêsames. Preso na quinta-feira (1º), Juninho Brittes confessou o crime. A informação é do G1 e da Polícia Civil do Paraná.

Allana, filha de Brittes, também conversou com a família de Corrêa. Em conversas com a tia dele no Whats App, disse que não houve nenhuma briga na casa dela. “Ele só deu tchau, levantou e foi embora”, escreveu. As mensagens são parte do inquérito que apura a morte do atleta.

ENTENDA O CASO

Na manhã de segunda-feira (29), o corpo do meia Daniel Corrêa, ex-São Paulo e que atuava emprestado pelo São Bento, foi encontrado com ferimentos graves na Estrada do Mergulhão, na área rural de São José dos Pinhais, cidade localizada na região metropolitana de Curitiba, no Paraná. O atleta tinha 24 anos quando foi morto e o funeral aconteceu na quarta-feira (31) em Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, onde ele passou parte da infância.

Em reportagem, o UOL Esporte revelou que o jogador participava de um grupo de WhatsApp com amigos onde costumava compartilhas fotos de mulheres com quem faziam sexo. No último sábado (27), o meia Daniel compartilhou no aplicativo de mensagens fotos ao lado de uma mulher que parece ser Cristiana Brittes, esposa de Edison Brittes Júnior, conhecido como Juninho. Minutos após enviar o clique, o atleta foi espancado e morto. Preso na quinta-feira (1º), Juninho Brittes confessou o crime.

Em depoimento à polícia, um amigo “de longa data” do meia afirmou que, no grupo de WhatsApp, os rapazes faziam as fotos “no momento que a mulher estava dormindo”. A defesa de Juninho Brittes afirma que ele cometeu o crime porque Daniel teria tentando estuprar sua esposa. A polícia ainda investiga o caso: “A tentativa de estupro nós vamos apurar quando fomos ouvir a vítima”, disse o delegado Amadeu Trevisan. “Vamos ver se houve ou se ele simplesmente deitou ao lado da cama e tirou a fotografia. O que nós temos da mulher e dele é apenas a foto que o Daniel tirou. Pela foto, sem movimento, ela está dormindo, desacordada”

“Mesmo que tenha havido tentativa de estupro o que é preciso entender é que a resposta dele [Juninho] foi totalmente desproporcional”, argumentou o delegado. “Ainda que tenha havido estrupo, ele jamais poderia ter agido dessa forma. Foi um exagero”.

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