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Ex-São Paulo, Daniel Corrêa foi vítima de crime bárbaro

O atleta tinha 24 anos quando foi morto e o funeral aconteceu na quarta-feira (31) em Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, onde ele passou parte da infância

Por Redação VEJA São Paulo 2 nov 2018, 13h59

Na manhã de segunda-feira (29), o corpo do meia Daniel Corrêa, ex-São Paulo e que atuava emprestado pelo São Bento, foi encontrado com ferimentos graves na Estrada do Mergulhão, na área rural de São José dos Pinhais, cidade localizada na região metropolitana de Curitiba, no Paraná. O atleta tinha 24 anos quando foi morto e o funeral aconteceu na quarta-feira (31) em Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, onde ele passou parte da infância.

Em reportagem, o UOL Esporte revelou que o jogador participava de um grupo de WhatsApp com amigos onde costumava compartilhas fotos de mulheres com quem faziam sexo. No último sábado (27), o meia Daniel compartilhou no aplicativo de mensagens fotos ao lado de uma mulher que parece ser Cristiana Brittes, esposa de Edison Brittes Júnior, conhecido como Juninho. Minutos após enviar o clique, o atleta foi espancado e morto. Preso na quinta-feira (1º), Juninho Brittes confessou o crime.

Em depoimento à polícia, um amigo “de longa data” do meia afirmou que, no grupo de WhatsApp, os rapazes faziam as fotos “no momento que a mulher estava dormindo”. A defesa de Juninho Brittes afirma que ele cometeu o crime porque Daniel teria tentando estuprar sua esposa. A polícia ainda investiga o caso: “A tentativa de estupro nós vamos apurar quando fomos ouvir a vítima”, disse o delegado Amadeu Trevisan. “Vamos ver se houve ou se ele simplesmente deitou ao lado da cama e tirou a fotografia. O que nós temos da mulher e dele é apenas a foto que o Daniel tirou. Pela foto, sem movimento, ela está dormindo, desacordada”

“Mesmo que tenha havido tentativa de estupro o que é preciso entender é que a resposta dele [Juninho] foi totalmente desproporcional”, argumentou o delegado. “Ainda que tenha havido estrupo, ele jamais poderia ter agido dessa forma. Foi um exagero”.

O corpo de Daniel foi encontrado em uma plantação de pinos sem o pênis e parcialmente degolado. Juninho, Cristiana e a filha Allana, que comemorava 18 anos na sexta véspera do crime, foram presos temporariamente. A polícia não descarta indiciar inclusive as mulheres por participação no crime. Segundo o delegado, outros três homens que teriam ajudado Juninho a espancar e torturar Daniel foram identificados e devem ter o mandado de prisão expedido nesta sexta (2).

No Twitter, o repórter Adriano Wilkson, que apurou o caso para o UOL Esportes, compartilhou mais detalhes do crime — inclusive as mensagens trocadas por Daniel com os amigos pelo WhatsApp na noite do assassinato. Confira: 

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