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Conheça a maior produtora de caldo de cana industrial do país

Surgida em 2015, a Acana espera faturar 3 milhões de reais neste ano

Por Mariana Gonzalez - 6 Jan 2017, 17h34

O tradicional caldo de cana saiu das ruas e migrou para as prateleiras dos supermercados graças a duas companhias do Estado de São Paulo. A maior delas é a Acana Bebidas, aberta no Itaim Bibi há pouco mais de um ano. Presente em redes como Carrefour e Walmart e também no Eataly, a marca é comandada por duas irmãs: Ana Maria Leite, de 46 anos, e Ana Carolina, 42.

Sem conservantes, devido à técnica de pasteurização, a bebida é oferecida em dois sabores, original e com limão, em embalagens de 200 mililitros (3 reais) e de 1 litro (5 reais). Custa, em média, 50% mais que o produto vendido nas feiras livres da metrópole. A versão industrializada também é um pouco mais rala do que o suco tirado na hora, da moenda dentro da Kombi, e harmonizado com o pastel da barraca vizinha. Mas a comodidade de encontrá-la nas gôndolas garantiu o sucesso do empreendimento.

A ideia do negócio foi do pai das empresárias, Joaquim Leite, dono de uma fazenda de cana-de-açúcar em São Carlos, a 230 quilômetros da capital. “Pusemos o projeto em prática”, afirma Ana Maria, que conta com uma equipe de onze pessoas. Desde o lançamento, em setembro de 2015, elas conseguiram exportar para cinco países. Em 2016, estimam um faturamento de 2 milhões de reais. Para este ano, a previsão é ainda maior: 3 milhões de reais.

A única concorrente é a Kanaí, de Alumínio, a 80 quilômetros da capital. A marca existe desde 2012 e sua produção é de 600 000 litros por ano, metade do total da Acana. Por enquanto, só ganha em mercados de exportação (vende para sete nações). Mas, se depender das irmãs, isso deve mudar em breve. “Devemos expandir a comercialização com o exterior em 2017, incluindo destinos como a Índia”, revela Ana Maria.

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