Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Quais as prioridades para reverter a insatisfação com a rede pública?

Confira as respostas de Geraldo Alckmin (PSDB), Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (PT) para a pergunta do professor da Faculdade de Medicina da USP, Miguel Srougi, sobre saúde

Por Sérgio Ruiz Luz, Mauricio Xavier e Alexandre Nobeschi Atualizado em 5 dez 2016, 14h02 - Publicado em 27 set 2014, 00h00

Geraldo Alckmin: A principal questão nacional nessa área é a falta de financiamento. Aqui em São Paulo estamos aumentando os recursos, empregando quase 13% do nosso orçamento no setor. Entre as prioridades para a utilização desses recursos está a ampliação da rede. Fazemos isso no momento em projetos como o Instituto do Câncer em Osasco. No campo do tratamento para dependentes químicos, tínhamos 500 leitos no estado. Aumentamos esse número para 3 000. Para os próximos anos, entre outras coisas, vamos transformar o Hospital Panamericano, na Vila Madalena, que foi comprado pelo governo, num centro de ponta no país na área de traumatologia. São Paulo é uma referência na saúde. Casos muito graves de outros estados vêm para cá em busca de atendimento. E todos são atendidos.

Paulo Skaf: O problema principal na saúde é a gestão. O orçamento da pasta no estado para 2015 será de cerca de 20 bilhões de reais. Então é preciso administrar bem esse dinheiro. Em alguns locais faltam equipamentos e materiais básicos. Querem me convencer de que falta recurso para comprar esparadrapo, agulha e seringa? Não, é só erro de gestão. Um dia desses, fui visitar o Hospital Geral Vila Penteado, na Zona Norte, e no fim de semana não havia nenhum médico por lá. Quem tocava o trabalho eram as enfermeiras. Como prioridade, vou construir dez hospitais e 52 ambulatórios de especialidades, além de clínicas móveis, para atender a bairros mais carentes e cidades com população menor. Também criarei uma espécie de prontuário eletrônico, um cadastro único para os pacientes.

Alexandre Padilha: São Paulo não investe o suficiente. No meu governo será proibido usar a expressão gasto para educação, para saúde e para políticas sociais. Para mim, isso é investimento no ser humano, no cuidado tanto na prevenção quanto no tratamento e reabilitação da saúde do nosso povo. Farei um orçamento crescente na saúde e passarei a colocar recursos no Samu, nas UPAs 24 horas e no apoio à atenção básica nos municípios. É um absurdo que o estado não aplique 1 real no Samu nem nas UPAs, deixando todo o custo para os municípios e para o governo federal. Minha conduta na área da saúde será usar ao máximo a capacidade de leitos dos nossos hospitais, algo que o atual governador, Geraldo Alckmin, não vem fazendo. Ele fechou prontos-socorros, reduziu leitos e cirurgias.

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Para entender e curtir o melhor de SP, Veja São Paulo. Assine e continue lendo.

Impressa + Digital

Plano completo da VejaSP! Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

Receba semanalmente VejaSP impressa mais acesso imediato às edições digitais no App Veja, para celular e tablet.

a partir de R$ 19,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)