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Doria quer reduzir em 30% aluguéis pagos pela prefeitura

Com a medida, gestão pretende economizar pelo menos 10 milhões de reais por mês

Por Estadão Conteúdo - 15 jan 2017, 16h59

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou neste domingo (15) que ordenou aos secretários que reduzam em ao menos 30% os valores pagos por imóveis alugados pela prefeitura até o dia 1º de março. “Ou fazem a negociação ou deixamos os imóveis”, afirmou Doria, após realizar um mutirão para construir calçadas na região do M’Boi Mirim, no extremo da Zona Sul da capital.

Com a medida, a gestão prevê economizar pelo menos 10 milhões de reais por mês, ou 120 milhões de reais ao ano. Os valores seriam destinados para Saúde e Educação, segundo Doria. “Estamos falando de 480 milhões de reais no período de gestão, é muito dinheiro para ser consumido em aluguel”, afirmou o prefeito.

De acordo com Doria, a ordem foi dada em reunião com todos os secretários realizada um dia antes, no sábado (14). “Onde a Prefeitura tem imóvel alugado, nós teremos de fazer uma negociação com os proprietários para reduzir, no mínimo, 30%. (Pode ser) 30%, 40%, 50% mas no mínimo 30%”, disse.

Doria não informou a quantidade atual de contratos de aluguel mantidos pela administração municipal, mas disse se tratar de “centenas”. “O volume é tão grande que a Secretaria de Planejamento, agora chamada Secretaria de Gestão, está com dificuldade para conseguir fechar o número total”, afirmou.

Questionado sobre quais medidas seriam adotadas caso os proprietários se recusem a renegociar os aluguéis, Doria respondeu que pretende judicializar a questão. “Vamos romper o contrato e discutir na Justiça”, disse o prefeito. “Nós vamos defender a cidade e o dinheiro público, mas eu tenho certeza de que aqueles que são proprietários de áreas alugadas para a prefeitura vão compreender isso.”

“Melhor ter a prefeitura como inquilina, pagando em dia, do que ficarem com seus imóveis vazios”, argumentou Doria. “A crise, hoje, é grande e lamentavelmente atinge o mercado imobiliário, como também atinge a prefeitura.”

Como alternativa ao aluguel, a gestão também pretende usar unidades que já pertencem à prefeitura e não estariam sendo “utilizadas de forma adequada”, segundo Doria. Um dos imóveis é o Cine Marrocos, no centro, que foi invadido e passou três anos ocupado pelo Movimento Sem-Teto de São Paulo (MSTS), cujos líderes acabaram presos pela Polícia Civil em 2016, suspeitos de integrar um esquema de tráfico de drogas com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Desde a reintegração de posse, no ano passado, o prédio, previsto por gestões anteriores para abrigar a Secretaria Municipal de Educação, passou a ser escoltado pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) para impedir novas invasões. Segundo Doria, a destinação para a pasta está mantida, mas não haverá mais cinema no local. “Vamos buscar um patrocinador para nos ajudar a recuperar o prédio e o auditório”, disse. “O cinema será um auditório a ser utilizado pela Secretaria de Educação.”

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