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João Doria prorroga quarentena em São Paulo

A nova fase contará com flexibilizações progressivas do isolamento social, que levará em consideração as características de cada município de SP

Por Redação VEJA São Paulo 27 Maio 2020, 12h36

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (27) como será feita a retomada das atividades econômicas no estado a partir do dia 1º de junho. O tucano também confirmou que a quarentena será prorrogada por mais 15 dias, com flexibilizações progressivas do isolamento social, que serão feitas levando em consideração as características de cada município de São Paulo.

“Estamos anunciando a retomada consciente a partir do dia primeiro de junho. A partir do dia 1º de junho, por 15 dias, manteremos a quarentena, porém, com uma retomada consciente de algumas atividades econômicas no estado de São Paulo”, disse Doria durante coletiva à imprensa no Palácio do Bandeirantes, na Zona Sul da capital paulista. O plano prevê quatro etapas. As regiões serão classificadas de acordo com critérios definidos pela secretaria estadual da Saúde e pelo Comitê de Contingência para Coronavírus.

A flexibilização divulgada hoje pelo governador consta no Plano São Paulo, um protocolo de reabertura gradual do comércio. No programa, chamado “Retomada Consciente”, foram priorizados setores com menor potencial de contágio, os que empregam mais e aqueles que ocorrem mais risco de falência. Assista: 

A cidade de São Paulo vai se enquadrar na cor laranja do novo modelo de quarentena do estado. A definição prevê que setores da economia que sejam reabrir devem apresentar planos com protocolos para a prefeitura. Caberá à gestão municipal definir quem pode reabrir na capital — assim como quando a reabertura poderá acontecer.

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As regiões serão avaliadas periodicamente de acordo com os indicadores de saúde. Taxa de isolamento, número de casos da doença e taxa de ocupação para leitos de UTI são os principais critérios. Assim, só poderão iniciar a retomada das atividades as cidades que tiverem taxa de isolamento de pelo menos 55%; que tiverem redução do número de novos casos por 14 dias seguidos; que mantiverem a ocupação nos leitos de UTI inferior a 60%.

São Paulo está em quarentena desde 24 de março, e a flexibilização das regras foi anunciada no começo da semana. Na terça-feira (27), todos os 645 municípios do estado mandaram dados de saúde que computaram o impacto do megaferiado. As estatísticas foram analisadas por especialistas para determinar onde poderia haver afrouxamento do isolamento social. O estado de São Paulo chegou a 6 423 mortes causadas pelo novo coronavírus, segundo boletim da Secretaria de Estado de Saúde divulgado nesta terça-feira (26). Foram confirmadas 203 mortes em 24 horas.

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