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Doria estuda flexibilizar Lei Cidade Limpa nas marginais

O objetivo é atrair o interesse de empresas na adoção desses espaços, para recuperação e manutenção

Por Estadão Conteúdo 22 ago 2017, 09h09 | Atualizado em 5 jul 2026, 17h17
DORIA INAUGURA CORREDOR VERDE NA AVENIDA 23 DE MAIO, NA ALTURA DO VIADUTO SANTA GENEROSA.
SP - DORIA/INAUGURAÇÃO CORREDOR VERDE 23 DE MAIO - GERAL - O prefeito João Doria durante inauguração do corredor verde na Avenida 23 de Maio, altura do Viaduto Santa Generosa, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo (SP), na manhã deste sábado (5). 05/08/2017 - Foto: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO (Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo)
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O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta segunda-feira (21), que estuda flexibilizar a Lei Cidade Limpa para permitir propagandas maiores nos canteiros e nos viadutos das marginais Pinheiros e Tietê, com o objetivo de atrair o interesse de empresas na adoção desses espaços, para recuperação e manutenção por meio de cooperação com a Prefeitura.

Segundo Doria, a atual contrapartida permitida pela lei – placas de 60 centímetros de largura por 40 centímetros de altura – “é quase invisível” para os veículos que trafegam nas Marginais. “Nós temos de compreender que quem colabora quer minimamente o reconhecimento dessa colaboração. Ainda que não haja contrapartida, é justo que (a empresa) tenha pelo menos o reconhecimento público daquilo que faz pelo bem da nossa cidade” disse.

Além disso, o artigo 9.º da Lei Cidade Limpa, em vigor há dez anos, proíbe a instalação de anúncios nas chamadas obras de arte como pontes, viadutos e passarelas. Nesta segunda, Doria não especificou quais seriam as modificações na legislação. “Talvez tenhamos de fazer alguma alteração. Estamos estudando isso e, oportunamente, se necessário, vamos levar à Câmara.”

Em fevereiro passado, no Catar, durante sua primeira viagem internacional, o prefeito apresentou à companhia aérea Qatar Airways uma proposta de revitalização e manutenção de 19 das 25 pontes que cruzam as duas marginais e manutenção dos viadutos por três anos. O investimento previsto era de 20 milhões de reais em melhorias de pintura, iluminação e paisagismo.

Em contrapartida, a empresa teria autorização para expor sua marca nos viadutos, o que é proibido pela legislação. A ideia era anunciar a parceria até julho, o que não se concretizou.

No mês passado, Doria enviou um projeto à Câmara para liberar propaganda em equipamentos de mobiliário urbano que pretende conceder à iniciativa privada, como banheiros, lixeiras, quiosques e placas de rua. Uma semana depois, a Prefeitura retirou o projeto, alegando que a proposta não era de consenso e será reavaliada.

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