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Doria rebate Bolsonaro e defende permanência de GP do Brasil em Interlagos

Apesar de ressaltar a boa relação com o presidente, o governador afirmou que "São Paulo não abre mão da Fórmula 1"

Por Redação VEJA São Paulo 9 Maio 2019, 13h44

O governador do Estado João Doria afirmou, nesta quinta (9), que a cidade de São Paulo receberá, normalmente, em 2020 o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. A afirmação foi uma resposta ao anúncio do presidente Jair Bolsonaro de que o GP seria transferido para o Rio de Janeiro em uma nova pista de competição a ser construída em Deodoro. O termo de compromisso para a obra foi assinado na última quarta (8).

Doria disse em entrevista à Rádio Bandeirantes que a Fórmula 1 tem contrato com a prefeitura de São Paulo até 2020 e que se caso uma das partes rompesse com o combinado, teria de arcar com uma multa de “bilhões de dólares”. “O autódromo da Fórmula 1 é o Autódromo de Interlagos. Já não há apenas uma tradição, mas um fluxo econômico que justifica e ampara a realização do Grande Prêmio do Brasil em São Paulo”, defendeu.

Além disso, ele afirmou que a região de Deodoro, onde seria construído o autódromo do Rio de Janeiro, ainda é um “descampado do Exército, uma área de proteção ambiental” e que não é “possível imaginar construir e equipar um autódromo para mudar a Fórmula 1 apenas pela vontade de dois ou três dirigentes”.

Ele encerrou a entrevista afirmando que fará de tudo para renovar a presença da Fórmula 1 na capital paulista em um novo contrato até 2030.

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