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Doação de sangue canina

Cerca de 100 cachorros doam sangue em São Paulo todos os meses

Por G.B. 18 set 2009, 20h28 | Atualizado em 5 dez 2016, 19h30
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Portador de anemia hemolítica auto-imune, uma doença genética cujo tratamento exige transfusão de sangue, o maltês Thor foi internado no Hospital Veterinário Sena Madureira na manhã de 28 de dezembro do ano passado. Estava por um fio. Três dias depois, seus donos, Isabel e Sérgio Santos, receberam o melhor presente do ano. “Thor surgiu caminhando na sala de espera do hospital, enquanto a veterinária segurava a bolsa de soro, como se fosse uma coleirinha”, lembra Isabel, com lágrimas nos olhos. “Costumamos brincar que um pit bull doou sangue a ele, de tão forte que ficou.” Quase. Na verdade, quem salvou a vida de Thor foi um dobermann.

Assim como o pequeno maltês, aproximadamente 110 cães escapam da morte todos os meses em São Paulo graças à doação de sangue. Até 2002, porém, casos como o dele raramente tinham um desfecho feliz. “Encontrar um doador de última hora é uma tarefa árdua”, diz o veterinário Márcio Moreira, responsável pelo banco de sangue do Hospital Veterinário da Faculdade Anhembi Morumbi. “Os cães têm muitos tipos sanguíneos e nem todos estão bem catalogados.” Foi para melhorar esse cenário que surgiram estruturas semelhantes às de um banco de sangue humano dentro dos hospitais veterinários Senna Madureira, da USP e da Faculdade Anhembi Morumbi. Antes de cada transfusão são feitos testes com o sangue do receptor e com as amostras armazenadas.

Entre os cerca de 100 cachorros por mês que doam sangue estão, sobretudo, animais de canis. Há também uma pequena parcela de voluntários. É o caso do labrador Bob. Estudante de veterinária, sua dona, Danielle Gonçalves Silveira, sabe da importância de manter o estoque dos bancos. Seguro e acariciado por ela e por outros dois veterinários, Bob dispensa focinheira ou sedativos e não dá um latido sequer durante a doação. Em seguida, demonstra a calma de quem parece saber que seu sangue pode salvar a vida de malteses, poodles, dobermanns e pit bulls.

Universidade Anhembi Morumbi. Rua Conselheiro Lafaiette, 64, Brás, 2790-4642;

USP. Avenida Professor Doutor Orlando Marques de Paiva, 87, Cidade Universitária, 3091- 1240;

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Sena Madureira. Rua Sena Madureira, 898, 5572- 8778.

Para doar, o animal…

…deve estar em boas condições de saúde;

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…tem de ser de grande porte;

…precisa pesar mais de 27 quilos;

…deve ter entre 1 e 8 anos de idade;

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…não pode ter sofrido cirurgia há, pelo menos, dois meses;

…não pode ter doado sangue nos últimos dois meses, se for macho, ou nos últimos três meses, se for fêmea;

…não pode estar prenhe.

Fontes: Fernanda Fragata, Denise Fantoni e Márcio Moreira, veterinários

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