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Uma reflexão sobre a questão gay em “Dizer e Não Pedir Segredo”

Peça dramática amplia com sensibilidade a discussão de assuntos relacionados à homossexualidade e sua aceitação

Por Dirceu Alves Jr. Atualizado em 5 dez 2016, 17h52 - Publicado em 6 ago 2011, 00h50

Na estreia, em novembro de 2010, o drama Dizer e Não Pedir Segredo, da companhia Teatro Kunyn, foi encenado em um apartamento no bairro da Consolação. A nova temporada no Espaço IVO 60, na Vila Buarque, mantém as características ao adaptar o local como se fosse uma sala de estar, onde se acomodam quarenta espectadores, recebidos com bebidas, salgadinhos e doces. Esse clima descontraído serve para dar início à abordagem sobre a questão gay e a sua aceitação.

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Com base numa pesquisa desenvolvida pelos atores Ivan Kraut (que morreu em agosto de 2009, em meio ao processo), Luiz Gustavo Jahjah, Paulo Arcuri e Ronaldo Serruya, o diretor Luiz Fernando Marques desenvolveu a trama. O assunto ganha uma perspectiva histórica e social, numa linha evolutiva paralela à do povo brasileiro. Como resultado tem-se uma sensível montagem, capaz de ampliar a discussão e também de trazer personagens de diferentes perfis, idades e classes sociais.

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O espetáculo exibe quadros ambientados em épocas distintas. Em um deles, Jahjah interpreta um menino fã da apresentadora Xuxa que aproveita a ausência do pai (representado por Serruya) para reproduzir as suas coreografias. Na década de 50, outro garoto (também Jahjah) brinca com as joias da mãe (novamente papel de Serruya) e, ao manifestar a intenção de ser ator, é repreendido. Duas outras histórias, mais contemporâneas, mostram um porteiro (vivido por Arcuri) driblando a insegurança diante do primeiro encontro com outro homem e ainda a de um rapaz (mais uma vez Arcuri) acuado em uma padaria ao ser encarado por um sujeito homofóbico.

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