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92º: o DP da encrenca

Drogas, assassinato e mau comportamento são alguns dos problemas que perturbam o distrito

Por João Batista Jr. Atualizado em 1 jun 2017, 18h09 - Publicado em 18 ago 2012, 00h51

Instalado no centro do Parque Santo Antônio, o 92º Distrito Policial de São Paulo encontra-se envolto em vários tipos de problema. Para começar, há uma biqueira de droga do outro lado da rua, onde é possível comprar um pino de cocaína por 10 reais. A cerca de 300 metros de distância, uma padaria também funciona como ponto de venda de drogas. Se não bastasse, um imóvel vizinho promove uma jogatina com caça-níqueis.

+ A cada seis dias, uma pessoa é morta no Parque Santo Antônio

 

Os policiais que comandaram a delegacia nos últimos tempos entraram para a história por diferentes razões. A delegada Fátima Maria Abraão Brunelli foi assassinada no bairro com um tiro na nuca em 1998. Onze anos depois, Carlos Alberto Delaye foi destituído do cargo pela Corregedoria da Polícia Civil. Ele usou o número do DP no rótulo de garrafas de cachaça e de vinho que fabricava. O delegado posou para fotos com cigarro de palha na boca e camiseta estampada com a seguinte frase: “Aqui o sistema é bruto”.

Capa 2283 - Parque Santo Antônio - Ruy Ferraz Fontes
Capa 2283 – Parque Santo Antônio – Ruy Ferraz Fontes

O atual xerife é Ruy Ferraz Fontes, no cargo desde abril passado. Antes disso, passou pelo 69º DP, em Teotônio Vilela, na Zona Leste. Deixou o posto em setembro de 2011, após abrir uma investigação paralela sobre o roubo de joias de uma agência do banco Itaú localizada na Avenida Paulista, distante mais de 20 quilômetros do bairro onde ele atuava. Devido a essa história, Fontes responde atualmente a um processo administrativo.

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