Avatar do usuário logado
Usuário

Direitos autorais da Galinha Pintadinha geram polêmica

O detentor dos direitos e o produtor teatral de um musical da mascote brigam na justiça pelo título

Por Ricky Hiraoka 31 jan 2013, 18h37 | Atualizado em 1 jun 2017, 17h51
Galinha Pintadinha
Galinha Pintadinha (Lucas Lima/)
Continua após publicidade

Com mais de 1 milhão de DVDs vendidos, a personagem Galinha Pintadinha, febre entre as crianças, é alvo de uma briga de gente grande. De um lado, está o músico Marcos Luporini, que desde 2006 veicula no YouTube vídeos com o galináceo azul e diz ser detentor dos direitos. De outro, o produtor teatral Benedito Maciel, autor de um musical com a mesma mascote. Uma liminar da Justiça de 17 de janeiro deu razão ao primeiro, ao impedir o segundo de usar o título. Abaixo, as duas versões.

VEJA SÃO PAULO — O que aconteceu, Maciel?

Maciel — Em 2010, propus ao Marcos um musical sobre a Galinha Pintadinha, e ele recusou. Meses depois, lançou um projeto parecido com o meu. Criei então Dudinha e a Galinha Pintadinha.

VEJA SÃO PAULO — Usou as criações dele?

Maciel — A figura faz parte do nosso folclore e é de domínio público, como o saci-pererê. Ele implica comigo porque em 2012 meu espetáculo foi apresentado 158 vezes e o dele, 66.

Continua após a publicidade

VEJA SÃO PAULO — O que fará agora?

Maciel — O nome ficou Dudinha e as Galinhas Mais Amadas do Brasil e o bicho aparece sem pintinhas. Quando ganhar a causa, vou processá-lo, tirar dinheiro desse bandido e doar à caridade.

 

Galinha Pintadinha
Galinha Pintadinha ()
Continua após a publicidade

VEJA SÃO PAULO — Maciel o procurou para uma parceria?

Luporini — Não me lembro. Muita gente bate à nossa porta. Ele copia os arranjos das minhas músicas. O personagem é de domínio público, mas a caracterização é criação nossa. Maciel pode ter a galinha dele. Mas com uma cor diferente e com outro jeito.

VEJA SÃO PAULO — Houve prejuízo?

Luporini — “Precisei cancelar apresentações, pois ele chegou com a cópia em algumas cidades antes da gente. E já recebi e-mail reclamando que Maciel coloca música de teor sexual nos intervalos da peça.”

VEJA SÃO PAULO — O que fará agora?

Luporini — “Como a Justiça impediu Maciel de usar nossa obra, vamos monitorá-lo. Espero que ele cumpra a lei.”

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês