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Diferença de preço de CNH em SP pode chegar a R$ 800, diz Detran

Valores cobrados pelas autoescolas não são tabelados, o que pode causar variação de 60% no valor final; departamento recomenda pesquisa prévia

Por Redação VEJA São Paulo 4 ago 2021, 15h44

A diferença de preço para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode variar até R$ 800 no estado, segundo o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP). O valor, que corresponde a uma variação de 60% nos preços ofertados pelos Centros de Formação de Condutor (CFCs), diz respeito a taxas aplicadas pelas autoescolas credenciadas pelo órgão. Por isso, o Detran.SP recomenda que o cliente realize uma criteriosa pesquisa de mercado antes de contratar os serviços de um CFC.

Segundo o Sindicato das Auto Moto Escolas e Centros de Formação de Condutores do Estado de São Paulo (Sindautoescola.SP), o processo de tirar uma CNH no estado custa, em média, entre R$ 1.200 e R$ 2.000 na categoria A (moto) ou B (carro). A diferença de valores, que corresponde a variação de 60% no preço final, acontece porque os preços não são tabelados. Com isso, o Detran.SP não pode interferir na relação comercial firmada entre o estabelecimento e o cliente.

A variação de preços entre os CFCs, segundo o departamento de trânsito, passa por algumas variáveis, como a região em que a autoescola está localizada, o tipo de veículo utilizado para as aulas práticas de direção (mais ou menos moderno), o modo de realização do curso teórico (se for estilo EAD, os valores devem ser reduzidos) e se o candidato opta por fazer aulas práticas no simulador (desde setembro de 2019, não são obrigatórias).

De acordo com o Detran.SP, as taxas cobradas pelo órgão no processo de habilitação são fixas e totalizam R$ 395, valor que aumenta caso haja a necessidade de o aluno refazer algum dos exames no processo de habilitação. Essas taxas correspondem às provas teórica e prática, aos exames médico e psicotécnico e à emissão da CNH (confira os valores de cada taxa no fim da matéria).

Neto Mascellani, diretor-presidente do Detran.SP, ressalta também que, antes de assinar com uma autoescola, é fundamental que o cliente leia atentamente o contrato com a CFC e tome outras medidas para se proteger, como verificar se o estabelecimento é regular e pedir recomendações a conhecidos. “O Detran.SP orienta que os candidatos sempre busquem CFCs credenciados para não serem prejudicados na hora de tirar a habilitação. Em prol da segurança viária, é imprescindível que os candidatos à habilitação aprendam de fato a conduzir o veículo de forma correta e segura”, disse.

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Pela legislação federal de trânsito, válida em todo o país, o processo de habilitação prevê a realização de exame médico e avaliação psicológica, 45 horas de aula teórica, prova teórica e 20 horas de aulas práticas de direção veicular para as categorias A (moto) ou B (carro). É possível consultar as autoescolas credenciadas pelo Detran.SP na área “Parceiros” do site (www.detran.sp.gov.br). Para auxiliar os candidatos a tirar a habilitação, o órgão também disponibiliza em seu portal um tutorial completo com passo a passo. Para acessar o tutorial, clique aqui.

Taxas para tirar a CNH

  • Aulas teóricas e práticas: valores são estipulados pela autoescola (pagar diretamente ao CFC);
  • Taxa Detran.SP de exame teórico (pagar em banco conveniado): R$ 40,00;
  • Taxa Detran.SP de exame prático (pagar em banco conveniado): R$ 40,00;
  • Exame médico (pagar diretamente ao médico): R$ 96,00 (R$ 70,40 no caso de pessoa com deficiência);
  • Avaliação psicológica (pagar diretamente ao psicólogo): R$ 112,00;
  • Taxa Detran.SP de emissão da Permissão para Dirigir, a primeira CNH (pagar em banco conveniado): R$ 107,00.

Se o candidato for reprovado em um dos testes, deverá pagar ao Detran.SP a taxa correspondente para refazê-lo. Já a cobrança de autoescolas por reprovação deve estar prevista no contrato.

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