Avatar do usuário logado
Usuário

Corpo queimado em canavial é de rapaz morto pela mãe por ser gay

De acordo com a Polícia Civil, Tatiana Ferreira Lozano Pereira teria assassinado o rapaz com a ajuda do padrasto

Por Estadão Conteúdo 14 jul 2017, 14h31 | Atualizado em 5 jul 2026, 17h12
ittabler-2
Tatiana e o filho, Itaberly: prisão por homicídio e ocultação de cadáver (Reprodução/Veja SP)
Continua após publicidade
Corpo queimado em canavial é de rapaz morto pela mãe por ser gay Priorizar nos meus resultados Google

Um exame de DNA confirmou ser de Itaberlly Lozano, de 17 anos, morto em dezembro, o corpo encontrado carbonizado, em janeiro, em canavial de Cravinhos, no interior de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, o rapaz foi morto pela própria mãe, com a ajuda do padrasto, por ser gay.

O laudo, do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, ficou pronto na quinta-feira (13). Os restos mortais, que permaneciam no IML de Ribeirão Preto aguardando o resultado do DNA, foram liberados à família e serão sepultados nesta sexta-feira (14).

As circunstâncias do assassinato chocaram a cidade de 34 000 habitantes, na região de Ribeirão Preto. A Polícia Civil e o Ministério Público acusam a mãe do rapaz, a gerente de supermercado Tatiana Ferreira Lozano Pereira, de 33 anos, de ter tramado a morte do filho por não aceitar sua condição de homossexual. Ela contou com a ajuda de outros três jovens para o crime, executado na noite de 29 de dezembro, e do marido, padrasto do rapaz, para esconder o corpo.

Itaberlly foi atraído para a casa da mãe e morto com facadas no pescoço. Tatiana foi ajudada por outros dois jovens contratados por ela: Victor Roberto da Silva, de 19 anos, Miller da Silva Barissa, de 18.

De acordo com a investigação, os dois rapazes espancaram e tentaram enforcar Itaberlly, mas, como ele resistia, a própria mãe o esfaqueou. Tatiana e o marido, o tratorista Alex Canteli Pereira, 30, levaram o corpo até o canavial e atearam fogo.

Continua após a publicidade

Seis dias antes de ser assassinado, o rapaz postou em rede social que a mãe o havia espancado por ser homossexual. No texto recuperado pela polícia, ele escreve: “Lembrando que essa mulher que eu chamava de mãe me espancou e colocou uma renca de mlk (moleques) atrás de mim para me bater, me pôs para fora de casa e me deu uma pisa (surra), sabe por quê? Porque eu sou gay”.

O casal e os dois rapazes estão presos. Uma garota de 16 anos, que estava com o trio, está sob custódia, já que a polícia acredita que ela também tenha participado do assassinato. O processo segue em segredo de Justiça por envolver menores, e a próxima audiência está marcada para o dia 2 de agosto.

O Ministério Público acusa a mãe de homofobia e quer levar os acusados a júri popular, sustentando a tese de homicídio duplamente qualificado. A defesa do casal atribui o crime aos dois jovens que foram chamados por ela apenas para dar um “corretivo” no filho.

Já segundo o defensor desses acusados, eles apontam a mãe como executora do assassinato. A página de Itaberlly no Facebook foi convertida em memorial, com mensagens de luto e pedidos de justiça.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Premium
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Premium

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês